
A fase final de maturação da uva é, sem exagero, o momento mais sensível de todo o ciclo produtivo. É quando o produtor já investiu tempo, recursos e manejo correto ao longo da safra, mas ainda precisa tomar decisões estratégicas para garantir qualidade de cachos, sanidade e bom rendimento comercial. Pequenos erros nesse estágio podem resultar em rachaduras de bagas, aumento de podridões e perdas significativas, especialmente em períodos de maior instabilidade climática.
Um dos pontos centrais do manejo eficiente na cultura da uva está no equilíbrio hídrico. O controle da irrigação, mantendo a umidade do solo estável e sem excessos, é fundamental para evitar variações bruscas de absorção de água pelas plantas, principal causa das rachaduras das bagas. Sistemas de irrigação bem ajustados, aliados ao monitoramento constante do solo, ajudam a manter o enchimento dos frutos de forma gradual, preservando a integridade da casca e a uniformidade dos cachos.
Outro fator decisivo nessa fase é o manejo nutricional e fisiológico da planta. A aplicação foliar de silicato de cálcio, como o Scudero (1,0 L ha⁻¹), contribui para o fortalecimento da parede celular, aumentando a resistência das bagas ao estresse hídrico e reduzindo a suscetibilidade a rachaduras e doenças. Paralelamente, o uso de biológicos, como o Vitanica RZ (1,0 L ha⁻¹), favorece o equilíbrio microbiológico e fortalece a planta, auxiliando no controle preventivo de podridões nos cachos sem comprometer a sustentabilidade do sistema produtivo.
Sanidade e Práticas Integradas
A sanidade dos cachos, aliás, depende de um conjunto de práticas integradas. Ventilação adequada do vinhedo, manejo correto do dossel vegetativo e manutenção dos tratamentos preventivos são essenciais para reduzir o ambiente favorável a fungos. Nesse contexto, o manejo eficiente não é pontual, mas contínuo, exigindo atenção diária do produtor até o momento da colheita.
O Sucesso Está Nos Detalhes
No fim das contas, produzir uvas de alta qualidade passa por entender que o sucesso está nos detalhes. Um manejo bem ajustado na maturação final, aliado ao uso correto de biológicos, nutrição equilibrada e controle hídrico, é o que separa uma colheita comum de um produto valorizado pelo mercado. E, no cenário atual do agro, eficiência deixou de ser opção, tornou-se condição para permanecer competitivo.