Uma pessoa usando um smartphone em cima de uma mesa com um laptop.
Imagem: Freepik

Todo início de ano temos a mesma rotina de sempre: organizar o ano, ajustar as contas e colocar impostos em dia. Para muita gente, é a temporada de pagar IPTU, IPVA, licenciamento e outras taxas do cotidiano. O problema é que, junto com esses pagamentos, também começa a alta temporada de golpes digitais — e o mais comum deles é o famoso “boleto falso”.

O golpe funciona porque ele parece normal. À primeira vista, o boleto tem cara de oficial: layout semelhante, vencimento possível e valor compatível. O que muda é um detalhe que quase ninguém confere com calma: o dinheiro vai para outra conta. Em outras palavras, você paga achando que quitou o imposto e só descobre a fraude quando recebe aviso de pendência ou quando tenta emitir uma nova guia.

Em 2026, os criminosos não dependem apenas de e-mails óbvios e mensagens cheias de erros. Eles evoluíram. Hoje, o golpe aparece em três formatos principais: a “segunda via” falsa, o boleto adulterado e o Pix com QR Code.

Formatos de Golpes Digitais Mais Comuns

A primeira armadilha é quando a pessoa pesquisa no Google algo como “segunda via IPTU” ou “pagar IPVA”. Muitas vezes, o primeiro resultado é um anúncio que leva para um site falso, muito parecido com o verdadeiro. O usuário faz tudo no automático e, no final, gera um boleto ou um Pix que não pertence ao órgão oficial.

A segunda armadilha é o boleto adulterado. Ele pode chegar por e-mail, SMS, WhatsApp ou até impresso. O documento parece autêntico, mas foi alterado para direcionar o pagamento ao golpista ou a um “laranja”. O valor pode até estar certo. O destino, não.

A terceira armadilha é o Pix. Como ele é rápido, muita gente confia demais. O criminoso manda um QR Code ou um “Pix copia e cola” e, se você não conferir o nome do recebedor, paga sem perceber que caiu em um golpe.

Checklist de Proteção Contra Golpes

Para se proteger, use um checklist simples: emita impostos apenas pelos sites oficiais da prefeitura, do Detran ou da Secretaria da Fazenda do seu estado. Evite pagar pelo link que chega por mensagem. Antes de confirmar, confira o beneficiário na tela do banco. Se o código de barras não lê e te força a digitar, pare e revise tudo.

E se você já pagou um boleto falso? Agilidade faz diferença. Registre boletim de ocorrência, comunique seu banco imediatamente e avise o órgão emissor para evitar pendências. No começo do ano, a pressa é inimiga do bolso: imposto se paga com planejamento. Golpe se paga com impulso.

Coluna por Mauricio Gimenes, CSO na Introduce e Vice-Presidente da AEPOLO