Roberto Carlos e Luís Figo segurando uma chuteira da linha Nike T90
Foto: Alexander Hassenstein/Bongarts/Getty Images

Grande ou pequena: qualquer empresa pode perder uma marca se não registrar.

Pensando nisso, o nome Total90 voltou aos holofotes por causa de uma disputa envolvendo a Nike e o uso da marca por terceiros. 

O caso ganhou repercussão exatamente porque evidencia um ponto que muitos empresários ignoram: quando a gestão da marca falha, abre-se espaço para conflitos, perda de exclusividade e uso indevido.

Se até a Nike enfrenta problemas assim, o que impede que aconteça com você? Essa dúvida também é sua. Então, acompanhe o conteúdo até o final.

O conflito envolvendo a Nike e a marca Total90

A Nike enfrenta um processo nos Estados Unidos após perder o controle sobre a marca Total90. Por conta de um registro expirado, a empresa abriu espaço para que outra companhia, a Total90 LLC, assumisse a titularidade legal do nome. 

Agora, a nova proprietária acusa a Nike de violação de direitos de propriedade intelectual por lançar produtos recentes usando a sigla T90.

Segundo documentos apresentados na ação, o conflito se agravou porque a Nike vinha retomando elementos da linha em edições especiais e coleções inspiradas na estética original dos anos 2000.

O impasse surge justamente no momento em que a marca planejava revitalizar a identidade visual da T90 para o ciclo pré-Copa de 2026. O uso de um nome não protegido transformou “nostalgia” em problema jurídico.

Onde a Nike errou? (e muitas empresas também erram)

O erro principal foi simples: a Nike deixou de acompanhar e renovar o registro da marca Total90.

Sem vigilância contínua, o nome ficou vulnerável e acabou sendo registrado por outra empresa, um problema comum para marcas de qualquer porte. As falhas mais recorrentes são:

  • Falha no acompanhamento e falta de controle dos prazos;
  • Não renovação, abandono ou desuso da marca;
  • Não comprovar o uso da marca por muito tempo;
  • Falta de vigilância ao não monitorar terceiros com nomes iguais ou parecidos;
  • Relançar produtos sem garantir a titularidade.

A lição é clara: proteger uma marca não é protocolá-la uma vez: é monitorar o tempo todo.

O que esse caso ensina para empresários brasileiros?

Este conflito mostra que não basta criar uma marca forte. É preciso cuidar dela continuamente.

No Brasil, onde o INPI segue regras rígidas de renovação, uso e vigilância, a falta de gestão pode transformar um ativo valioso em um problema jurídico. As lições são claras:

  • Registrar não basta: é preciso manter a marca ativa;
  • Sem monitoramento, qualquer um pode pedir registro parecido (o INPI não impede sozinho pedidos conflitantes);
  • Atrasos custam caro: resolver conflitos depois envolve advogados, litígios e tempo. O custo é sempre maior do que prevenir;
  • Marca abandonada perde valor. Se você não usa ou não renova, o mercado assume que a marca está “disponível”;
  • Prova de uso é indispensável.

Em disputas, vence quem consegue demonstrar uso real, contínuo e coerente. Sem documentação, qualquer marca pode ser derrubada.

Como evitar que sua marca passe pela mesma situação?

A maior parte dos problemas de marca surge por falta de acompanhamento, escolha errada de classe ou ausência de monitoramento. Com o checklist abaixo, é possível se blindar:

  • Antes de criar nome, logo ou slogan, verifique se já existe algo igual ou semelhante;
  • Acompanhe o processo no INPI, pois o órgão pode fazer exigências ou pedir ajustes;
  • Monitore tentativas de terceiros. Sem oposição no prazo, o pedido deles avança;
  • Renove antes do prazo para não correr o risco que a Nike está correndo;
  • Mantenha prova de uso (notas, embalagens, campanhas e materiais oficiais);
  • Tenha vigilância ativa sobre semelhanças.

A dica mais importante: conte com um especialista. O sucesso em protocolar uma marca depende da classe correta. Um enquadramento mal feito deixa brechas e pode invalidar o registro.

A Nike aprendeu do jeito difícil, mas fica o alerta para você

A Nike pagou o preço por não acompanhar prazos, monitorar movimentações de terceiros e garantir o uso contínuo da marca.

Para empresas menores, o impacto seria ainda mais devastador, incluindo perda de identidade, riscos jurídicos e prejuízos que muitas vezes inviabilizam o negócio. 

Por isso, tratar marca como patrimônio exige método, acompanhamento e estratégia.

É nesse ponto que a Creazione se diferencia: atuando com vigilância ativa e análise preventiva para garantir que nenhum detalhe escape, seja na renovação, no uso, nas classes de registro ou na identificação de tentativas de terceiros.

Com processos organizados e monitoramento constante, a Creazione ajuda empresas a manterem suas marcas realmente a salvo.