
A Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca) iniciou, na primeira quinzena de setembro de 2025, a obra do novo acesso ao bairro Planalto, na BR-116. O prazo inicial de conclusão era de quatro meses, mas devido às chuvas de dezembro, às escavações em rocha e às férias de parte da equipe, a previsão foi estendida para março.
A primeira etapa, concluída, consistiu na instalação de tubos de drenagem de 1,20m de diâmetro ao longo de 180 metros no sentido Ana Rech-Galópolis. Agora, as equipes trabalham no sentido contrário, em um trecho de 120 metros, onde as escavações atingem até 6 metros de profundidade devido à presença de uma tubulação de gás.
Segundo o gerente do Departamento de Construção Civil da Codeca, Alcidemar Xavier Macedo, a rede de drenagem será instalada abaixo do ramal de gás, trabalho acompanhado por técnicos da Sulgás. Antes das escavações, foi realizada a fresagem do pavimento. Atualmente, o tráfego no local ocorre em uma única pista no sentido Galópolis-Ana Rech.

O valor previsto para a conclusão do projeto em execução é de R$ 3.887.121,16. Este montante cobre as redes pluvial e de esgoto, pavimentação, sinalização viária horizontal e vertical, e a implantação de calçadas e meios-fios. A obra tem valor total de R$ 4,5 milhões, financiados por um empréstimo do Município junto à Corporação Andina de Fomento (CAF).
Histórico da obra
A reformulação do trevo de acesso ao bairro Planalto é uma demanda comunitária de mais de 40 anos. A Prefeitura já contratou duas empresas por licitação, que executaram apenas parte da drenagem e pavimentação dentro do bairro.
A primeira tentativa ocorreu em novembro de 2023, com prazo até julho de 2024. O contrato foi rescindido porque a empresa não iniciou os trabalhos após a ordem de início. Um segundo contrato foi firmado com a SUV Empreendimentos, de Porto Alegre.
Em maio de 2024, a SUV solicitou a rescisão amigável após a tragédia climática no Estado. A Prefeitura não aceitou e fez o encerramento unilateral do contrato em julho. Em março de 2025, foi contratada a AF Construtora, de Manaus, que não cumpriu o cronograma e teve o contrato rescindido em julho. Imediatamente após isso, a Prefeitura anunciou a contratação da Codeca para assumir a obra.