Fotos: Bruno Zulian/Divulgação
Fotos: Bruno Zulian/Divulgação

A Universidade de Caxias do Sul (UCS) finalizou um trabalho de cinco anos que resultou no desenvolvimento do Autofisio 50, equipamento de cinesioterapia para reabilitação de pacientes graves. O projeto foi viabilizado por meio de edital da Finep, no valor de R$ 3.019.200, em parceria com a empresa Zextec.

Oito unidades do equipamento foram alocadas na Clínica de Fisioterapia da UCS, no Campus-Sede. O Autofisio 50 propõe a recuperação dos movimentos de membros inferiores de forma automatizada, reproduzindo o movimento que seria feito manualmente por um fisioterapeuta.

Até o momento, não há equipamento semelhante no mercado. Foram produzidas dez unidades, sendo que duas ainda passam por validação junto ao Inmetro. Após essa etapa, o case será apresentado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O diretor técnico do Hospital Geral, Dr. Alexandre Avino, idealizador do projeto, explicou a origem da proposta

“Pacientes internados por muito tempo em UTIs ficam inchados e imóveis. A enfermagem e a fisioterapia têm que modificar a posição desses pacientes a cada duas horas para não ocorrer lesão. A partir disso, surgiu a proposta de um equipamento que fizesse uma movimentação passiva”, relatou.

O reitor da UCS, Gelson Leonardo Rech, destacou o caráter inovador do trabalho. 

“O conceito de inovação da Universidade é fruto da pesquisa e da ciência. A UCS nasceu para desenvolver a região pelo conhecimento”, afirmou.

A equipe de desenvolvimento foi coordenada por Avino e contou com o professor de Engenharia Mecânica Alexandre Viecelli, além de pesquisadores da UCSiNOVA, do curso de Fisioterapia e três bolsistas.

Aplicação do Autofisio 50

O equipamento já é utilizado nas atividades acadêmicas da fisioterapeuta Fernanda Trubíán, que atuou como bolsista no projeto. A aplicação é feita em pacientes com sequelas neurológicas no Hospital Geral, com sessões de 15 a 30 minutos.

“Faço uma avaliação pré e pós-sessão. Os relatos são de uma percepção de melhora instantânea ao caminhar”, disse a fisioterapeuta.

Fernanda projeta um futuro promissor para o equipamento. Ela afirma que muitos idosos ficam sozinhos em casa e não conseguem fazer a movimentação. O aparelho poderá chegar às residências como forma de auxílio.