
Um novo polo de vitivinicultura e gastronomia de luxo está florescendo no Rio Grande do Sul. Encruzilhada do Sul, historicamente ligada à pecuária, vive uma transformação radical com a chegada de agroempreendedores que buscam o que a nossa Serra Gaúcha já tem pouco: espaço para expansão e terras mecanizáveis.
Os diferenciais da região de Encruzilhada
- Vinhos Tranquilos: Diferente da Serra Gaúcha, focada em espumantes, o terroir de Encruzilhada está se destacando pelos vinhos tranquilos (tintos e brancos) de alta gama, com premiações internacionais.
- O “Boom” das Oliveiras: A cidade já possui 1.400 hectares de olivais. A marca Sabiá, uma das mais premiadas do mundo, inaugurou lá um lagar de R$ 25 milhões.
- A Maior Trufa do Brasil: Recentemente, uma trufa de 200 gramas foi encontrada na propriedade da família Zaffari (Pecanera Brasil), sendo vendida por R$ 20 mil para um restaurante estrelado de São Paulo.
Presença das gigantes da Serra
A migração não é uma competição, mas uma expansão das nossas marcas. A Chandon foi pioneira na região em 1999. Hoje, nomes como Casa Valduga e Lídio Carraro também mantêm vinhedos por lá, aproveitando a amplitude térmica (dias de 40ºC e noites de 15ºC) que garante frutos extremamente aromáticos.
O desafio do turismo
Apesar da fartura na produção, Encruzilhada ainda engatinha no enoturismo. Diferente de Bento e Carlos Barbosa, faltam hotéis e pousadas de luxo.
- Projetos: A vinícola Manus (dos irmãos Bertolini) planeja inaugurar uma estrutura com suítes de luxo em 2027.
- D.O. Própria: Os produtores já se organizaram na Aprotees para buscar a Denominação de Origem “Encruzilhada do Sul”, visando agregar valor e identidade ao produto local.