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Índice Geral de Preços ao Mercado cai 0,70% em agosto

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Mercado financeiro projeta inflação de 6% em 2022 (Foto: Arquivo Leouve)

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,70% em agosto, ante alta de 0,21% em julho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (30). Com esse resultado, o índice acumula alta de 7,63% no ano e de 8,59% em 12 meses.

A abertura do dado mostra que, em base mensal, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,71%, de +0,21% no mês passado; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve queda de 1,18%, de -0,28%, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou a 0,33%, de +1,16%, na mesma base de comparação.

De acordo com André Braz, coordenador dos Índices de Preços, os combustíveis fósseis seguem exercendo expressiva influência sobre os resultados do IPA e do IPC, graças às reduções no ICMS e nas refinarias.

“No índice ao produtor, as quedas nos preços da gasolina (de 4,47% para -8,23%) e do diesel (de 12,68% para -2,97%) ajudaram a ampliar o recuo da taxa do índice. Já no âmbito do consumidor, passagens aéreas (de -5,20% para -17,32%) e etanol (de -9,41% para -9,90%) também contribuíram para o arrefecimento da inflação”, afirma.

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Em relação aos subgrupos do IPC, seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (de -2,42% para -4,84%), sendo que a gasolina passou de -7,26% em julho para -15,14% em agosto.

Também apresentaram decréscimo os grupos Educação, Leitura e Recreação (-0,86% para -3,07%), Alimentação (1,47% para 0,44%), Comunicação (-0,16% para -0,83%), Vestuário (0,73% para 0,20%) e Habitação (-0,30% para -0,31%).

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,29% para 0,67%) e Despesas Diversas (0,26% para 0,36%) registraram acréscimo em suas taxas de variação.