Se confirmado, o fenômeno deve impactar diretamente a implantação da safra 2026/27. (Foto:Carlos Nogueira/arquivo)
Se confirmado, o fenômeno deve impactar diretamente a implantação da safra 2026/27. (Foto:Carlos Nogueira/arquivo)

O cenário climático para os produtores brasileiros está prestes a mudar. Segundo o boletim mais recente da NOAA (agência oceânica e atmosférica dos EUA), as condições de La Niña devem se encerrar até meados de março, dando lugar a um período de neutralidade em abril. No entanto, o que acende o sinal de alerta é o aquecimento gradual do Oceano Pacífico, que aumenta a probabilidade de formação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026.

O que esperar do El Niño?

Se confirmado, o fenômeno deve impactar diretamente a implantação da safra 2026/27 com:

  • Ondas de Calor Intensas: Temperaturas acima da média em períodos críticos.
  • Irregularidade nas Chuvas: Dificultando o manejo e a semeadura.
  • Extremos Climáticos: Maior risco de tempestades severas ou períodos prolongados de seca localizada.

Previsão de curto prazo (Fevereiro/Março)

Enquanto o El Niño não chega, o produtor deve aproveitar a janela de tempo firme prevista para os próximos dias no Sudeste e Centro-Oeste para avançar com a colheita. Porém, a partir de 19 de fevereiro, a chuva deve retornar com força em boa parte do país, com acumulados que podem ultrapassar os 200 milímetros em 20 dias, garantindo umidade para o milho safrinha, mas exigindo atenção com as máquinas no campo.

Impacto na Serra Gaúcha

Para a nossa região, a transição para o El Niño costuma significar um aumento no volume de chuvas na primavera, o que pode ser benéfico para algumas culturas, mas traz o risco de granizo e excesso de umidade que prejudica a qualidade de frutas e cereais.