Entidades empresariais apelam por volta à normalidade

Quatro das mais representativas entidades empresariais com sede em Bento Gonçalves manifestaram-se acerca dos acontecimentos decorrentes da paralisação de caminhoneiros…

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15:40 - 30/05/2018

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Quatro das mais representativas entidades empresariais com sede em Bento Gonçalves manifestaram-se acerca dos acontecimentos decorrentes da paralisação de caminhoneiros em todo o Brasil. Pelo Centro d Indústria Comércio e Serviços, o presidente Elton Paulo Gialdi divulgou nota clamando pelo urgente restabelecimento da normalidade no atendimento e abastecimento da população, “bem como das forças produtivas que movem o país”.

Para o presidente do CIC-BG “faz-se necessário aplicar o bom senso e buscar o equilíbrio entre a liberdade de manifesto por reivindicações – muitas delas pertinentes, é verdade – e o ocasionamento de prejuízo à sociedade e ao desenvolvimento macro. Esgota-se o tempo para que os serviços essenciais à população, como saúde, segurança e educação, bem como abastecimento de diversos itens de primeira necessidade, sejam restabelecidos”.

A nota do O CIC-BG segue dizendo que a entidade se solidariza com o movimento dos caminhoneiros por entender que esse manifesto extrapola os limites da categoria, recebendo o apoio de toda a sociedade como forma de expressar a indignação pelos altos impostos e pelos gastos exorbitantes na estrutura governamental, tanto no judiciário quanto no legislativo e no executivo. O povo brasileiro chegou a um ponto de saturação e insatisfação, onde não mais tolera a importância do Governo diante dos altos custos sugados para manter a máquina pública – sem qualquer movimentação no sentido de buscar sua redução.

Porém, não é possível admitir que esse protesto cause danos irreparáveis ao país, a sua população e, especialmente, àqueles que diariamente trabalham pelo progresso da nação. Não é possível castigar ainda mais com essa série de prejuízos quem move – e promove – o desenvolvimento do Brasil”.

A Movergs-Associação das Indústrias Moveleiras do Rio Grande do Sul e o Sindmóveis (BG) lembram que as indústrias moveleiras gaúchas foram fortemente impactadas pela paralisação dos caminhoneiros, com falta de gás e escassez parcial de matérias-primas, obrigando muitas delas a suspenderem suas atividades.

“Nesse momento crucial de reivindicações, corroboramos com o posicionamento da Fiergs, publicado na manhã de sexta-feira: o país não pode ficar refém da paralisação que traz graves consequências à sociedade”.

As entidades moveleiras consideram legítimas as manifestações, mas não a interdição das rodovias que provocam a falta de insumos para a produção moveleira e itens de primeira necessidade para toda a população.

Por fim o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas de de Material Elétrico de Bento Gonçalves, Juarez José Piva, informa que as empresas já estão parando suas atividades em função da falta de matéria prima, insumos e outras por falta de transporte para o escoamento da produção.

Ele lembra que a questão do combustível também afeta a locomoção dos trabalhadores às empresas e a alimentação.  “Estamos chegando no final do mês de maio, a folha de pagamento, os impostos e nossos compromissos já assumidos com fornecedores terão que ser pagos. O Governo deverá diante desta situação, flexibilizar e prorrogar os tributos e, sobretudo, sem aumento de impostos”.

Piva endossa a manifestação das entidades patronais alertando ao Governo as consequências desta paralisação à economia do País são reais e que a máquina produtiva está parando por falta de abastecimento.

Juarez Piva é o presidente do Simmme

“Com o Brasil parando todos nós sofreremos as consequências. O que esperamos neste momento é uma tomada de posição dos nossos governantes no sentido de assumirem uma atitude de estadistas e de solução a esta crise que o Brasil está enfrentando, sem prejudicar ainda mais o setor produtivo do País”, conclui o empresário e líder setorial

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