
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor patamar desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. O mercado de trabalho atingiu o recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas, com cerca de 5,5 milhões de pessoas buscando ativamente uma vaga no período. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa média anual de desocupação em 2025 foi de 5,6%, também a menor da série, recuando de 6,6% em 2024. Isso representa uma redução de aproximadamente 1 milhão de desempregados, caindo de 7,2 para 6,2 milhões. O nível de ocupação da população em idade de trabalhar atingiu 59,1%, outro recorde.
Expansão da ocupação
A coordenadora do IBGE, Adriana Beringuy, destacou que a queda do desemprego não foi causada por aumento do desalento, mas sim pela expansão da ocupação, especialmente no setor de serviços. A taxa de subutilização da força de trabalho caiu para 14,5% em 2025, a menor da série, representando cerca de 16,6 milhões de pessoas.
Aumento da renda e formalização
O rendimento médio real habitual subiu 5,7% em 2025, para R$ 3.560. A massa total de rendimentos atingiu o recorde de R$ 361,7 bilhões. O emprego formal no setor privado alcançou 38,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada, um aumento de 2,8% em relação a 2024, o que representa um aumento de certa de 1 milhão de vagas.
Queda na informalidade e desempenho por setor
A taxa de informalidade recuou de 39% para 38,1%. O número de trabalhadores por conta própria, no entanto, atingiu o recorde de 26,1 milhões. No último trimestre, os setores que mais geraram ocupações foram o comércio, com alta de 299 mil, e administração pública, saúde e educação, com alta de 282 mil. O número de trabalhadores domésticos caiu 4,4%.
Dados do Caged
Os números do IBGE convergem com os do Novo Caged, divulgados na quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho. Em 2025, o saldo líquido de empregos formais foi de 1,27 milhão, elevando o estoque total de vínculos ativos para 48,47 milhões. Desde janeiro de 2023, mais de 5 milhões de vagas com carteira assinada foram criadas no país.