Vista aérea de Bento Gonçalves.
Vista aérea de Bento Gonçalves. | Foto: Cristiano/ES elétrica/Especial

Bento Gonçalves voltou a registrar queda na geração de empregos em novembro de 2025. Pelo segundo mês consecutivo, o saldo foi negativo, com fechamento de 110 vagas formais, repetindo o resultado de outubro, quando as demissões superaram as contratações.

No acumulado de janeiro a novembro, o município criou 1.928 vagas. O número representa alta de 3% em relação ao mesmo período de 2024, desempenho superior ao do Rio Grande do Sul (-10,3%) e do Brasil (-15,1%). Apesar disso, Bento caiu da sexta para a nona posição no ranking estadual de geração de empregos no ano.

Desempenho do Mercado de Trabalho em Bento Gonçalves

Os dados integram o Observatório Econômico (Oecon), elaborado mensalmente pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG). Em novembro, a cidade contabilizou 51.030 trabalhadores com carteira assinada, 3,9% a mais do que no fim de 2024. A projeção, no entanto, indica retração em dezembro, com redução para cerca de 50,2 mil empregos formais, abaixo do patamar de 51 mil alcançado em setembro, considerado recorde histórico.

Análise Setorial e Perspectivas

Os setores da Construção (-64 vagas), Indústria (-40) e Comércio (-23) concentraram as maiores perdas no mês. O movimento seguiu a tendência observada no Estado e no país, onde Construção e Indústria também apresentaram recuo. Em novembro, o município registrou 1,64 mil admissões, número inferior ao de novembro de 2024, que somou 1,88 mil. Nos últimos 12 meses, a média mensal foi de 2,43 mil contratações e 2,33 mil desligamentos.

Na Indústria, os segmentos de metal, borracha e plástico e móveis fecharam vagas em novembro. Em sentido oposto, a indústria de alimentos abriu 60 postos de trabalho. No acumulado do ano, o setor lidera a geração de empregos no município, com 387 vagas, seguido pela indústria moveleira, com 194. Em 2025, Bento Gonçalves ocupa a sexta posição na geração de empregos industriais no Estado e a décima na Construção.

O setor de Serviços apresentou saldo negativo, com 12 vagas, assim como a Agropecuária, com cinco. Entre os destaques, o segmento de alimentação criou 18 vagas e o de alojamento, 13. No acumulado de 2025, os alojamentos figuram como o terceiro segmento com maior saldo positivo, com 145 vagas, após forte impacto das cheias e deslizamentos registrados em 2024.