ONU condena Rússia por anexação de partes da Ucrânia

Resolução foi aprovada por três quartos de membros da Assembleia Geral

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14:21 - 13/10/2022

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ONU condena Rússia por anexação de partes da Ucrânia

(Foto: Reuters / Yana Paskova / Divulgação)

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou nesta quarta-feira (12) a “tentativa de anexação ilegal” da Rússia de quatro regiões parcialmente ocupadas na Ucrânia e pediu a todos os países que não reconheçam a medida, reforçando o isolamento diplomático internacional de Moscou desde que invadiu seu vizinho.

Três quartos dos 193 membros da assembleia (143 países) votaram a favor da resolução que também reafirma a soberania, independência, unidade e integridade territorial da Ucrânia dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas.

Apenas quatro países se juntaram à Rússia e votaram contra a resolução: Síria, Nicarágua, Coreia do Norte e Bielorrússia. Outros 35 países se abstiveram da votação, incluindo o parceiro estratégico da Rússia, a China, enquanto o restante não votou.

Fonte: Agência Brasil

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A Rússia desencadeou uma enxurrada de ataques contra várias cidades ucranianas nesta segunda-feira, 10, incluindo o centro da capital do país, Kiev, onde pelo menos oito pessoas foram mortas e outras 24 ficaram feridas. A informação da quantidade de mortos e feridos foi confirmada por Rostyslav Smirnov, assessor do Ministério de Assuntos Internos ucraniano. Os bombardeios já destruíram diversos alvos civis e, segundo o presidente russo, Vladimir Putin, são uma resposta ao que chamou de “terrorismo” praticado pela Ucrânia ao atacar uma ponte na Criméia, controlada por Moscou.

Putin disse ainda que os militares russos lançaram armas de precisão do ar, mar e terra para atingir as principais instalações de energia e comando militar da Ucrânia e alertou que, se o país continuar a realizar “ataques terroristas” contra a Rússia, a resposta de Moscou será “dura e proporcional ao nível de ameaças”. O intenso ataque de horas de duração marcou uma escalada militar repentina por Moscou. Os ataques recentes da Ucrânia fazem parte de uma contra-ofensiva bem-sucedida realizada nas últimas semanas, pouco antes da guerra no Leste Europeu completar oito meses. O Kremlin tenta se recuperar de reveses humilhantes no campo de batalha em áreas que está tentando anexar.

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