Israel matou um comandante do grupo militante palestino Hamas em um ataque aéreo no sul do Líbano nesta sexta-feira (4). Com isso, o país testa ainda mais o cessar-fogo que interrompeu a guerra entre Israel e o grupo militante libanês Hezbollah.
Os militares israelenses disseram que o militante visado, Hassan Farhat, estava por trás de um ataque com foguete contra a cidade de Safed no ano passado que matou e feriu vários soldados israelenses. O governo israelense prometeu agir contra os combatentes do Hamas “onde quer que eles operem”.
Uma fonte de segurança afirmou que Farhat foi morto junto com seu filho e sua filha no ataque na cidade de Sidon, no sul do Líbano. O braço armado do Hamas, Brigadas al-Qassam, disse que Farhat foi assassinado em seu apartamento em Sidon e elogiou suas “abençoadas contribuições” para o confronto com Israel ao longo dos anos.
Em comunicado, o Hezbollah, apoiado pelo Irã, condenou a ação, dizendo que “o ataque a Sidon é evidência da intenção do inimigo de expandir o escopo de sua agressão e atingir todo o Líbano”.
Hamas e Hezbollah são aliados, e o Hezbollah lançou uma campanha de ataques transfronteiriços contra Israel em solidariedade ao grupo palestino em 2023. Israel respondeu com grande campanha aérea e terrestre no Líbano no ano passado, que matou grande parte da liderança do Hezbollah.
O gabinete do primeiro-ministro libanês Nawaf Salam disse que o ataque israelense desta sexta-feira foi clara violação de um cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos (EUA).
O cessar-fogo, acordado em novembro, tem se mostrado cada vez mais precário nas últimas semanas, com Israel atacando duas vezes os subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah, e foguetes sendo disparados em duas ocasiões do Líbano em direção a Israel.
Fonte: Agência Brasil