
Os Estados Unidos realizaram, na madrugada deste sábado (03), uma ofensiva militar contra a Venezuela, com explosões registradas em Caracas e em outros pontos do país. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram capturados e levados para fora do território venezuelano.
Relatos de moradores e órgãos de imprensa indicam ao menos sete explosões por volta das 2h (horário local, 3h pelo horário de Brasília). Aeronaves voaram em baixa altitude sobre a capital e áreas próximas. As detonações afetaram principalmente a região de Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, com registros de quedas de energia em parte da cidade.
Segundo essas fontes, os alvos incluíram instalações militares e pontos considerados estratégicos pelo governo venezuelano. Imagens divulgadas durante a madrugada mostraram clarões no céu, fumaça e moradores assustados saindo às ruas.
O que dizem Trump e o governo dos EUA
Em mensagem publicada nas redes sociais, Trump declarou que os Estados Unidos “realizaram um ataque em larga escala” contra a Venezuela e que Maduro e sua esposa teriam sido “capturados e voados para fora do país”.
Autoridades americanas, citadas por veículos de imprensa internacional, afirmam que a operação envolveu ataques aéreos e tropas de forças especiais, incluindo unidades de elite como a Delta Force, dentro de um esforço mais amplo de pressão militar iniciado em 2025 sob a Operação Southern Spear.
Até o momento, o Governo dos EUA não detalhou publicamente o local onde Maduro estaria detido nem apresentou imagens da captura. Não há confirmação independente do paradeiro do presidente venezuelano.
Reação de Caracas
O Ministro da Defesa da Venezuela, o General Padrino Lopez, divulgou nota em que diz “rejeitar e denunciar” o que classificou como “agressão militar” dos Estados Unidos. A nota afirma que instalações civis e militares foram atacadas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
O Governo da Venezuela decretou estado de emergência nacional após as explosões. Em pronunciamentos oficiais, a vice-presidente Delcy Rodríguez e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, afirmaram que desconhecem o paradeiro de Maduro e de Cilia Flores, acusaram Washington de “sequestro” e exigiram provas de vida do casal.
As autoridades venezuelanas confirmam mortos e feridos, mas, até a última atualização, não haviam divulgado um balanço oficial de vítimas civis ou militares.