Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião restrita com o Primeiro-Ministro da República da Índia, Narendra Modi, na Sala Nilgiri da Casa Hyderabad. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião restrita com o Primeiro-Ministro da República da Índia, Narendra Modi, na Sala Nilgiri da Casa Hyderabad. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O Governo Federal formalizou neste sábado (21), em Nova Delhi, acordos estratégicos que prometem revolucionar o tratamento contra o câncer no Brasil. As Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) garantem a transferência de tecnologia indiana para laboratórios públicos brasileiros, permitindo que o SUS fabrique medicamentos de alta complexidade que hoje são importados a preços proibitivos.

Remédios abrangidos

A produção nacional focará em três fármacos imunoterápicos essenciais:

  • Pertuzumabe: Utilizado no tratamento de câncer de mama avançado.
  • Nivolumabe: Crucial para terapias contra câncer de pele e pulmão.
  • Dasatinibe: Empregado no combate a leucemias.

Muitos desses remédios ainda não estão disponíveis na rede pública ou possuem oferta limitada devido ao custo, que pode chegar a R$ 100 mil por ciclo de tratamento.

Como funcionará a parceria?

O acordo envolve laboratórios públicos como a Bahiafarma, a FURP e a Fiocruz, em cooperação com gigantes farmacêuticas indianas (como Biocon e Dr. Reddy’s).

  • Investimento: R$ 722 milhões no primeiro ano, com projeção de R$ 10 bilhões em uma década.
  • Autonomia: Além do tratamento de câncer, a Fiocruz assinou protocolos para produzir remédios contra doenças raras e doenças negligenciadas (tuberculose, malária e hanseníase).

Soberania sanitária

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o objetivo é fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde do Brasil. Ao produzir internamente, o país deixa de ficar refém das variações do dólar e das crises de abastecimento global, garantindo que o tratamento do paciente não seja interrompido.