Fotos: Igor de Almeida/Ascom Sema
Fotos: Igor de Almeida/Ascom Sema

O Parque Zoológico em Sapucaia do Sul recebeu uma espécie inédita em seus 63 anos de história: 35 axolotes. Os anfíbios, originários do México, foram resgatados de uma operação contra o tráfico de animais e passaram por quarentena antes de entrarem em exposição.

Para receber os novos habitantes, aquários foram adaptados conforme especificações adequadas à espécie. O ambiente conta com monitoramento de iluminação e temperatura da água, além de placas informativas sobre os axolotes e os impactos do tráfico de animais.

A gestora do parque, Caroline Gomes, explicou que os recintos foram desenvolvidos considerando as características dos animais, com monitoramento de iluminação e de temperatura da água.

“Como são animais vítimas de tráfico, infelizmente não têm a possibilidade de serem reintroduzidos em seu habitat natural e precisam permanecer sob cuidados humanos”, comentou Caroline.

Apreensão em restaurante

Os axolotes foram apreendidos no segundo semestre de 2025 em uma operação conjunta da Sema com a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (Dema). Setenta e quatro exemplares eram mantidos ilegalmente em um restaurante de Porto Alegre.

O analista-biólogo Patrick Colombo detalhou os cuidados necessários, afirmando que eles são mantidos em aquários com aeração constante, água desclorificada e troca parcial semanal. A temperatura da sala é mantida em 24°C.

O axolote é um anfíbio que não passa pela metamorfose típica, mantendo brânquias externas e aparência de larva por toda a vida. Vive em água doce, é tranquilo e se alimenta de pequenos peixes e microrganismos.

A espécie pode atingir 30 centímetros e viver cerca de cinco anos. Sua capacidade de regenerar membros e órgãos a torna alvo de estudos científicos. Os outros 39 exemplares apreendidos foram destinados a instituições de pesquisa.

Ameaçado de extinção

O tráfico da espécie tem sido frequente. Em 2025, a Sema realizou 26 operações contra crimes ambientais. Comprar ou manter axolotes sem autorização é crime, com multa de R$ 5 mil por indivíduo e possibilidade de prisão.

O axolote está classificado como criticamente ameaçado de extinção em nível mundial. A captura ilegal e a perda de habitat agravam a situação da espécie, que depende de ações de proteção como esta para sobreviver.