Uma microexplosão atmosférica foi registrada no começo da tarde desta quarta-feira (26) no município de Taquara, no Vale do Paranhana, no Rio Grande do Sul, trazendo danos na localidade.
O fenômeno ocorreu ao redor das 14h, quando fazia muito calor na cidade. Uma simples nuvem de maior desenvolvimento localizada deu origem ao fenômeno com vento forte a muito intenso isolado acompanhado de chuva.
Pouco antes da microexplosão a temperatura na localidade chegou a 36,6ºC, mas caiu acentuadamente com a chuva que foi intensa e somou mais de 30 mm na área urbana do município do vale.
De acordo com informações da Rádio Taquara, o vento intenso localizado causou danos no prédio do atacado Macromix, do Grupo Unidasul, na ERS-115 esquina com a rua Pinheiro Machado.
O atacado teve parte do telhado do estacionamento derrubado. Somente um automóvel sofreu danos materiais pelo desabamento e ninguém ficou ferido. O local atingido foi isolado pelo Corpo de Bombeiros.
Uma câmera com imagens panorâmica do Observatório Heller e Jung de Taquara fez o registro em vídeo da microexplosão em Taquara. É uma imagem clássica de downburst em que a chuva do nada desaba com violência de uma nuvem como, por analogia, uma pedra caindo do céu.
Trata-se de um registro visual relevante porque muito raramente se tem filmagem de uma microexplosão atmosférica e a maioria dos registros em vídeo são do vento em superfície e não da corrente descendente deixando a nuvem, como conseguiu captar o observatório.
Em superfície, uma câmera de vigilância em prédio do outro lado da rua registrou o momento em que a cobertura do estacionamento do macroatacado desaba com a força do vento que foi rápido, porém intenso.
Uma microexplosão atmosférica, também conhecida como downburst, é um fenômeno meteorológico caracterizado por uma intensa rajada descendente de vento que atinge a superfície e se espalha radialmente.
Esse evento pode ser extremamente perigoso, causando danos semelhantes aos de tornados, mas com um padrão distinto. Enquanto os tornados possuem um movimento rotacional, a microexplosão apresenta ventos retos e divergentes.
O fenômeno ocorre quando há uma forte corrente descendente dentro de uma nuvem de tempestade. O ar frio e denso desce rapidamente devido ao resfriamento causado pela evaporação da chuva ou pelo derretimento do granizo.
Ao atingir o solo, essa corrente se espalha violentamente em todas as direções, podendo gerar ventos superiores a 100 km/h e causar estragos significativos em um raio de poucos quilômetros. Existem dois tipos principais de microexplosões: úmidas e secas.
As úmidas ocorrem em tempestades com alta umidade, sendo acompanhadas por chuvas intensas. Já as secas acontecem em regiões mais áridas, onde a precipitação pode evaporar antes de atingir o solo, tornando os ventos ainda mais traiçoeiros.