Foto: Banco de imagens - DICOM/TJRS
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Caxias do Sul - Cinco homens foram condenados por envolvimento em um esquema de desvio de combustível da Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca). Entre os condenados estão dois funcionários da própria empresa. A decisão é do juiz Rudolf Carlos Reitz, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Caxias do Sul.

O esquema ocorreu entre janeiro e abril de 2023. As apurações apontam que a prática era recorrente e seguiu até a prisão dos envolvidos, em 25 de abril de 2023.

Os dois funcionários da Codeca receberam penas de 10 anos e 9 meses de prisão por participação no desvio de diesel e por integrar uma organização criminosa. O homem apontado como líder do esquema foi condenado a 14 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, por receptação qualificada e associação criminosa. Outro réu, que atuava como mostorista do grupo, foi condenado a 10 anos e 4 meses de prisão pelos mesmos crimes. Outro acusado teria usado sua empresa para armazenar e esconder o combustível desviado, sendo condenado a 8 anos e 4 meses de reclusão por receptação qualificada, mas absolvido das acusações de integrar a organização criminosa.

Na sentença, o juiz destacou que as provas reunidas ao longo do processo confirmaram a existência de um esquema organizado, com divisão de funções entre os envolvidos e atuação contínua no desvio e revenda do combustível.

Segundo a decisão, imagens, dados de celulares apreendidos e outros elementos demostraram que os funcionários da Codeca retiravam o diesel da empresa e repassam o produto a terceiros, que ficavam responsáveis pela distribuição e venda.

O juiz também rejeitou a versão apresentada pelas defesas, de que o combustível seria material descartado. Para ele, os dados de consumo dos veículos da Codeca indicam o contrário. Antes das prisões, um caminhão operado pelos acusados consumia, em média, mais de 360 litros de diesel por dia. Após o afastamento dos funcionária envolvidos o consumo caiu para cerca de 12 litros diários, mesmo com o veículo em funcionamento regular.

Para o juiz, a diferença comprova que grandes quantidade de combustível estavam sendo desviadas de forma sistemática.