
A prefeitura de Carazinho confirmou a primeira morte por febre chikungunya no município do norte gaúcho. O óbito, ocorrido em março, é de um idoso com comorbidades. Esta é a primeira morte da história do Rio Grande do Sul por chikungunya. De acordo com boletim divulgado pela prefeitura, o munícipio registra 97 casos positivos para a doença e oito em período de transmissibilidade. Além disso, 47 pessoas aguardam o resultado de exames laboratoriais para a confirmação do diagnóstico. Assim, como a dengue e o zika vírus, a febre chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Nesta quarta-feira (02), o prefeito João Pedro Albuquerque de Azevedo decretou a situação de emergência em saúde pública devido ao elevado número de casos da doença. Ele confirmou que 60 casos estão em investigação e explicou que o objetivo do decreto é viabilizar mais recursos dos governos estadual e federal, já em articulação, para potencializar as ações que vêm sendo realizadas na cidade para combater o mosquito transmissor da doença.
“É conscientização, são mutirões de limpeza, abordagens nos bairros, fumacê e o uso de drones para fiscalização e identificação de potenciais focos. Queremos um maior apoio do Estado e da União e engajamento da comunidade para conscientizar e ajudar nesta guerra contra o mosquito, o que é fundamental neste momento”, enfatizou.
Prefeitura declara situação de emergência
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Carmen Santos, em janeiro de 2024 o município contabilizou cinco casos de dengue. Já neste ano, houve um aumento no número de pessoas que buscaram atendimento primário, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Hospital de Clínicas com sintomas repetitivos de dores, cansaço e 15 dias de febre. A secretária municipal de Saúde, Carmen Santos, informou que houve um aumento de casos.
“Com a equipe de vigilância pensamos em sintomas de dengue, mas os sintomas continuaram em fevereiro, então surgiu que poderia ser chikungunya. Com isto, começamos a trabalhar protocolos internos e notificações”, relata.
No mês passado, a prefeitura iniciou as notificações ao Laboratório Central do Estado (Lacen). Os resultados para o exame de chikungunya levam de 20 a 30 dias para serem conhecidos. A prefeitura de Carazinho notificou o Lacen.
“Quando vieram os primeiros 34 casos positivos, eles não estavam mais transmitindo. Com este número começamos uma força tarefa na atenção primária de formação, informação e prevenção trabalhando com as emergências”, conta.
Ações e medidas adotadas
A secretária destaca que a 6ª Coordenadoria Regional de Saúde (6ª CRS) atua desde 24 de fevereiro na cidade, realizando ações como fumacê e aplicação de um produto em áreas internas onde há aglomeração.
Ela conta que participou de uma reunião com a Superintendência do Ministério da Saúde, com a secretaria de Saúde do Estado e a 6ª CRS. Foi definido que as equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) devem ser reforçadas com profissionais multidisciplinares. A 6ª Coordenadoria Regional de Saúde está atuando na cidade.
“Como os sintomas da chikungunya podem durar até um ano, pode atacar a saúde mental e as pessoas também vão precisar de fisioterapia”, completa.