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Feira terá menos argentinos, mas dólar favorece fechamento de negócios

Feira terá menos argentinos, mas dólar favorece fechamento de negócios

O diretor Internacional da Fimma Brasil, Marcelo Haefliger está otimista em relação à prospecção e fechamento de negócios na Feira, que se realiza entre 26 e 29 de março nos pavilhões da Fundaparque, em Bento Gonçalves.

Com a experiência de quem já foi presidiu uma edição da Movelsul e atua na área de exportação de móveis e de máquinas para móveis, Haefliger está neste momento comprometido com sua equipe em organizar a agenda das rodadas de negócio durante a feira.

Serão 51 importadores nas rodadas, que estarão concentradas em dois dias do evento. A ação conta com a participação e financiamento da Agência de Promoção às Exportações – Apex – e da Orchestra Brasil, grupo que atua voltado às exportações do setor de equipamentos e acessórios para a indústria moveleira.

Mas o número de visitantes do exterior não se restringe aos 51 importadores selecionados.. “Costumamos receber cerca de mil visitantes estrangeiros, a maioria provenientes de países vizinhos”. Neste sentido vem a notícia menos alvissareira: o número de argentinos será decididamente menor nesta edição. Tudo por conta da forte recessão interna do país vizinho que é um dos principais clientes da cadeia produtiva envolvida na feira. Mesmo assim, juntamente com a Colômbia e o México, a Argentina continua sendo um dos principais mercados externos para o setor.

A boa notícia é que o câmbio está favorável e deve facilitar o fechamento de negócios. “Isto é muito bom, mas a gente gosta de salientar que nenhuma empresa deve se dirigir ao mercado externo embalado por este tipo de sazonalidade. Se entrar apenas pelo câmbio favorável, poderá sair quando a moeda estrangeira se desvalorizar e isto é muito ruim para o setor que fica mal visto no exterior”, ressalta Haefliger.