
“Com a intensificação dos eventos climáticos extremos, a urgência por adaptação empresarial não só resguarda operações, mas também desbloqueia novas oportunidades de inovação e desenvolvimento sustentável.”
Em um momento em que os efeitos das mudanças climáticas são cada vez mais evidentes, a resiliência climática emerge como uma estratégia imprescindível. Recentemente, em 31 de março de 2025, mais um evento extremo em Porto Alegre demonstrou a urgência da adaptação. Nos últimos trinta anos, foram mais de 63 mil eventos climáticos extremos, impactando 93% das cidades brasileiras e resultando em um custo médio anual de R$18,26 bilhões em perdas materiais e danos. Esses números alarmantes reforçam a necessidade de agir preventivamente, pois medidas preventivas podem ser de 4 a 5,5 vezes mais econômicas do que ações reativas.
Eventos climáticos extremos frequentemente interrompem operações empresariais e a distribuição de produtos e serviços, impactando resultados financeiros. As mudanças climáticas criam uma variedade de riscos e oportunidades. Esses podem ser diretos, como em tecnologias e infraestruturas produtivas, ou indiretos, afetando cadeias de valor e territórios. Construir resiliência climática nas empresas visa evitar custos inesperados, gerenciar riscos e aproveitar oportunidades emergentes.
É crucial ressaltar que os efeitos das mudanças climáticas são muito específicos para cada setor e empresa. Portanto, é essencial explorar todas as maneiras pelas quais essas mudanças podem impactar os negócios ao definir e implementar estratégias de adaptação.
Consciente desta necessidade, o setor empresarial, juntamente com parceiros, desenvolveu metodologias para a elaboração de estratégias empresariais de adaptação. Estas metodologias foram aprimoradas junto com o Ministério do Meio Ambiente e o UK Climate Impacts Programme (UKCIP), visando ajustar sistemas naturais e humanos ao clima presente e futuro. Tal abordagem se concentra em moderar danos e explorar novas oportunidades.
As empresas desempenham um papel crítico no desenvolvimento de agendas de adaptação, fornecendo não apenas recursos financeiros, mas também conhecimentos técnicos e capacidades de gestão. Exemplos incluem a gestão de riscos, o desenvolvimento de soluções inovadoras e a capacidade de ação no curto prazo. Grandes empresas, com sua influência sobre as cadeias de valor, podem guiar pequenas e médias empresas (PMEs) na resposta eficaz aos riscos climáticos.
Para facilitar essa adaptação, a Plataforma Empresas pelo Clima (EPC) tem desempenhado um papel fundamental essencial, estruturando um ciclo detalhado para a elaboração de estratégias de adaptação:
1. Diagnóstico: Avaliação dos elementos internos e externos à empresa, análise do clima, mapeando e priorizando riscos e oportunidades climáticos;
2. Plano de Adaptação: Identificação e seleção de opções de adaptação, com definição de ações concretas e estabelecimento de parcerias para implementação;
3. Implementação e Monitoramento: Acompanhamento e monitoramento das ações, com ajustes baseados em avaliações contínuas, aprendizado de cada ciclo e comunicação dos resultados.
Recentemente, o Fórum Empresarial de Adaptação à Mudança do Clima reuniu mais de 300 participantes que discutiram os desafios da adaptação no setor privado e a colaboração com governos para o Plano Clima Adaptação.
Com o aumento dos riscos climáticos, a adaptação não é apenas uma resposta necessária, mas também um motor de inovação e uma oportunidade para fortalecer capacidades resilientes, assegurando um futuro sustentável para empresas e comunidades.
“Empresas lideram o caminho na adaptação às mudanças climáticas, transformando desafios em oportunidades de inovação e sustentabilidade para garantir um futuro mais resiliente.”