Mas não a política que você ouve no jornal ou vê na TV. A política não começou com partidos ou eleições, mas com as primeiras regras, os primeiros acordos, os primeiros atos de desobediência e as primeiras consequências. Em sua essência, a política é sobre poder, influência e escolhas que afetam uma comunidade, por menor que ela seja.
No Gênesis, havia um mandato inicial: Deus estabelece a regra de não comer o fruto da árvore no centro do Jardim. Surge então o lobby: a serpente entra em cena, questionando a autoridade e oferecendo um benefício em troca da desobediência, usando toda sua persuasão e manipulação. Adão e Eva ponderam a proposta, e é na decisão deles que a política se manifesta — uma escolha que afeta a todos e define seu destino. A consequência é imediata: a punição se torna a primeira “lei” imposta, e o banimento do paraíso, a primeira sanção política.
A Política no Cotidiano
Hoje, as guerras entre países são tecnológicas, mas a política também está presente em situações muito mais próximas do nosso cotidiano. Ela acontece na sala de reuniões, na hora de decidir a alocação de um projeto, na forma como alguém negocia um aumento ou disputa reconhecimento entre colegas. Está na família, nas regras da casa, na negociação de quem lava a louça ou na decisão sobre o que assistir na TV. Está também nas redes sociais, onde a política digital aparece em uma versão moderna e amplificada da persuasão e do tribalismo.
A verdade inconveniente é que a política não é algo externo ou distante, mas parte intrínseca da nossa natureza. Onde houver mais de uma pessoa interagindo, haverá política. Ela se manifesta na tecnologia, nas guerras cibernéticas, no bairro, no condomínio, no trabalho e até no futebol.
Conclusão
Depois de tudo, resta a pergunta: você ainda acha que a política é coisa só de Brasília, ou já consegue enxergá-la no seu dia a dia?