Escassez de doses de vacina contra a Covid-19 afeta Porto Alegre e outras cidades do Estado

Secretaria Estadual de Saúde afirmou que todos os municípios necessitam de remessa das vacinas Covid dose adulto; Ministério da Saúde garante que descontinuidade é momentânea

Publicado por
15:40 - 18/04/2024

Compartilhar:

Facebook Twitter Whatsapp
Escassez de doses de vacina contra a Covid-19 afeta Porto Alegre e outras cidades do Estado. (Foto: Camila Cunha)

Escassez de doses de vacina contra a Covid-19 afeta Porto Alegre e outras cidades do Estado. (Foto: Camila Cunha)

Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, enfrenta uma grave escassez de doses de vacina contra a Covid-19. No início desta quinta-feira (18), apenas cinco Unidades de Saúde da cidade disponibilizavam um total de 150 doses, mas a situação piorou ao longo da manhã, com apenas 30 doses disponíveis na Unidade de Saúde Ramos e 12 na Álvaro Define.

O problema se estende para outras cidades do Estado. A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que todos os municípios gaúchos necessitam de remessa das vacinas Covid dose adulto. A pasta ressaltou que o desabastecimento ocorre em todos os estados brasileiros e que há uma cobrança para que o Programa Nacional de Imunizações se posicione sobre o assunto.

Dados do Monitoramento da Imunização Covid-19, da Secretaria Estadual de Saúde, revelam que entre os dias 1º de abril até o dia 12, foram aplicadas 3.548 doses. Dessas, 1.990 eram primeiras doses, 1.533 da segunda, 11 doses de reforço D3 (terceira aplicação) e 14 doses de reforço D4.

A Unidade de Saúde Santa Marta, no centro de Porto Alegre, registrava cerca de 70 a 100 aplicações por semana e, antes mesmo do Dia D de vacinação, no sábado 13, já não contava com doses para aplicação da vacina adulta contra Covid-19. O dia D teve como foco a vacinação contra influenza (gripe), mas também previa a atualização do calendário vacinal da população.

Por determinação do Ministério da Saúde, pessoas acima de 60 anos, imunocomprometidas, gestantes e puérperas devem receber uma dose da vacina bivalente a cada seis meses. Já as pessoas que integram outros grupos prioritários devem realizar a vacina bivalente anualmente.

A vacina contra Covid-19 entrou no calendário vacinal infantil neste ano. A recomendação é aplicar a primeira dose da vacina aos seis meses de idade, a segunda dose aos sete meses e a terceira dose aos nove meses. As crianças de seis meses a menores de cinco anos não vacinadas ou com doses em atraso deverão completar o esquema de três doses, seguindo o intervalo recomendado de quatro semanas entre a primeira e a segunda doses e oito semanas entre a segunda e a terceira.

Em fevereiro, o Estado distribuiu 110 mil doses de vacinas Covid-19 para crianças e adultos. Segundo dados do Ministério da Saúde, até o segundo mês do ano, cerca de 8,6 mil crianças de 6 meses a 2 anos realizaram a primeira dose de Pfizer Baby, sendo que 3 mil já haviam aplicado a segunda.

No Rio Grande do Sul, são cerca de 402 mil crianças nessa faixa etária. Entre a faixa de 3 e 4 anos, cerca de 60 mil pessoas já haviam se imunizado com a primeira dose de Coronavac e 31 mil completaram o esquema de duas doses, o que representa 21% e 11% do público, respectivamente.

Atualização da Cepa

De acordo com o Ministério da Saúde, a descontinuidade da vacina contra a Covid-19 é momentânea. O órgão ressalta a importância de garantir o fornecimento das versões mais recentes dos imunizantes aprovados pela Anvisa, conforme a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Tão logo a vacina atualizada contra novas variantes da Covid-19 foi aprovada pela Anvisa, em dezembro de 2023, a pasta iniciou o processo de aquisição com vistas ao abastecimento de toda a rede do SUS. A compra está em fase final, aguardando a análise de recursos e contrarrazões apresentados pelas empresas que participaram do processo. Assim que as primeiras remessas sejam entregues ao Ministério pelo fabricante e analisadas por autoridades sanitárias, será iniciada a distribuição do novo imunizante aos estados e municípios. O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é a forma mais segura de evitar casos graves e óbitos pela doença, e que monitora e avalia permanentemente as evidências científicas mais atuais sobre o tema, assim como o cenário epidemiológico da Covid-19 no Brasil”, diz a nota do Ministério da Saúde.

Compartilhe nas suas redes

Facebook Twitter Whatsapp