Trabalho permite identificação de coincidências entre vestígios biológicos em locais de crime e pessoas já condenadas - Foto: Sofia Villela/Ascom IGP
Trabalho permite identificação de coincidências entre vestígios biológicos em locais de crime e pessoas já condenadas - Foto: Sofia Villela/Ascom IGP

O Rio Grande do Sul manteve a 4ª colocação nacional em número de perfis genéticos inseridos na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), conforme o relatório mais recente, publicado em dezembro de 2025. Segundo o documento, o Estado já contabiliza 26,1 mil perfis genéticos, um acréscimo de mais de mil registros em relação ao levantamento anterior, de maio de 2025.

Os dados foram encaminhados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), por meio do Departamento de Perícias Laboratoriais. No ranking nacional, o Rio Grande do Sul aparece atrás de Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, que lidera com 34,1 mil perfis inseridos.

Como funciona o banco de perfis genéticos

A RIBPG permite a comparação de perfis genéticos entre bancos de dados estaduais, viabilizando a identificação de coincidências entre vestígios biológicos coletados em locais de crime e perfis de pessoas já condenadas, conforme prevê a legislação.

A coleta é obrigatória para condenados por crimes dolosos com violência grave contra a pessoa ou enquadrados na Lei dos Crimes Hediondos, conforme estabelece a Lei 12.654/2012.

Impacto nas investigações

O relatório aponta que o Rio Grande do Sul é o terceiro Estado brasileiro com maior número de perfis provenientes de referências criminais, somando 22,7 mil registros nessa categoria.

Ainda conforme o levantamento, 208 casos criminais foram solucionados até novembro de 2025 com auxílio direto do Banco de Perfis Genéticos do Rio Grande do Sul, a partir de correspondências identificadas nas bases de dados.