Polícia espanhola prende suspeitos de pendurarem boneco de Vinícius Júnior em ponte de Madrid

Caso foi registrado em janeiro de 2023, antes de clássico contra o Atlético de Madrid pela Copa do Rey

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08:00 - 23/05/2023

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Boneco de Vini JR foi pendurado por torcedores do Atlético

Boneco de Vini JR foi pendurado por torcedores do Atlético (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Polícia Nacional Espanhola informou que prendeu, nesta terça-feira (23), quatro suspeitos de terem pendurado um boneco simulando o enforcamento de Vinícius Júnior em uma ponte e Madrid. O caso foi registrado em 26 de janeiro, antes de uma partida da Copa do Rey entre o Real Madrid, time de Vini Jr, e o Atlético de Madrid.

De acordo com o órgão de segurança pública, trata-se de quatro homens com 19, 21, 23 e 24 anos. Ainda segundo o comunicado feito pelas redes sociais, eles foram identificados em partidas configuradas como “de alto risco”. Há suspeitas de que façam parte da torcida “Frente Atlético”.

Junto com o boneco que simulava o enforcamento de Vinícius Júnior estava a frase “Madrid odeia o Real”, o que é considerada uma das diversas falas do Atlético de Madrid em partidas contra o maior rival da capital espanhola. No dia do ato criminoso, o Real venceu os Colchoneros, no Estádio Wanda Metropolitano pelo placar de 3 a 1, com gol do brasileiro.

“Mas o discurso sempre cai em ‘casos isolados’, ‘um torcedor’. Não, não são casos isolados. São episódios contínuos espalhados por várias cidades da Espanha (e até em um programa de televisão)”, disse o atleta.

 

Este foi um dos dez casos de racismo que já foram registrados contra Vini JR desde 2021 na Espanha. Ainda na segunda-feira (22), no meio de toda a repercussão do caso na partida contra o Valencia, no domingo (21), o jogador brasileiro publicou um vídeo nas suas redes sociais em que mostra todas vezes que foi vítima deste crime.

Também na segunda-feira, o Governo Brasileiro se posicionou sobre os recentes casos contra Vini. A embaixadora Maria Laura da Rocha, ministra das Relações Exteriores substituta, manifestou repúdio aos atos deste final de semana. A ministra da igualdade racial, Aniele Franco, também concedeu entrevista coletiva, falando que buscará resoluções com o governo espanhol e ministério público do país europeu.

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