Operação Penalidade Máxima foca em quadrilha especializada em fraudar jogos da Série B do Brasileirão

Objetivo era obter ganhados em apostas esportivas e contava com apoio de atletas

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09:32 - 15/02/2023

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Operação Penalidade Máxima ocorreu em em cinco estados

(MP/Divulgação)

Foi deflagrada, na manhã de terça-feira (14), a Operação Penalidade Máxima. Ela tem como principal objetivo obter provas de associação criminosa especializada na manipulação de resultados na Série B do Brasileirão. A ação foi desencadeada pelo Ministério Público de Goiás, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Investigações destacam que a quadrilha atua mediante a cooperação de atletas para a manipulação de resultados nas partidas. De acordo com o MP, uma das ações comuns era o cometimento de pênaltis no primeiro tempo, o que também motivou o nome da operação. Uma das principais motivações destes crimes era viabilizar acertos em apostas esportivas de elevados valores. Em contrapartida, os jogadores recebem parte dos ganhos, em caso de êxito.

Estima-se que cada suspeito tenha recebido aproximadamente R$ 150 mil por aposta. Conforme o MP, há elementos de que a quadrilha atuou em ao menos três partidas da última Série B. Dessa forma, estimasse que os valores envolvidos no esquema ultrapassem os R$600 mil.

Com isso, a Operação Penalidade Máxima cumpriu um mandado de prisão temporária e nove de busca e apreensão. Estes ocorreram Goiânia (GO), São João del-Rei (MG), Cuiabá (MT), São Paulo (SP), São Bernardo do Campo (SP) e Porciúncula (RJ).

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