
O retorno das educadoras e educadores às atividades do ano letivo de 2026 foi marcado por dificuldades no acesso à plataforma digital da Jornada Pedagógica Remota, adotada pela Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul (Seduc). Desde o dia 2 de fevereiro, profissionais da educação relatam instabilidade no sistema, que não teria capacidade para suportar o volume de acessos simultâneos, inviabilizando a realização do curso.
De acordo com os relatos, o canal de suporte disponibilizado pela Seduc não tem sido suficiente para resolver os problemas técnicos. Segundo o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), houve casos de educadoras e educadores que permaneceram por mais de 12 horas tentando acessar a plataforma, tempo que ultrapassa a carga horária regular e que não está previsto para remuneração como hora extra.
Nos municípios onde não houve feriado no dia de Nossa Senhora dos Navegantes, a Jornada Pedagógica teve início na segunda-feira (2). Já nas cidades onde o feriado foi mantido, as atividades começaram na terça-feira (3). Em ambos os casos, o prazo final para a conclusão do curso estava previsto para sexta-feira (6), o que gerou preocupação entre os profissionais diante da continuidade das falhas no sistema. No entanto, o prazo acabou sendo prorrogado até a terça-feira (10).
Uma possível penalizações caso o curso não fosse concluído dentro do prazo, seria que as educadoras e educadores poderiam ter registro de falta injustificada, com desconto na folha de pagamento.
A coordenadora da 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE), Cristina da Silva Boeira Fabris, afirmou que as falhas no sistema existiram, mas negou qualquer tipo de desconto na folha de pagamento.
“A plataforma deu problema, não suportou. Realmente as pessoas tentaram ficar acessando e não conseguiram, mas o governo nunca falou sobre qualquer forma de desconto devido a essa instabilidade. Não vai haver nenhum prejuízo na folha de pagamento se a Jornada Pedagógica for concluída até o dia 10, novo prazo estipulado para finalização dos cursos. Jamais o governo vai descontar da folha se foi uma plataforma organizada para os professores que deu problema”, afirma.
Segundo ela, todas as salas de aula já estão configuradas com o novo prazo de conclusão.