A invasão pacífica dos "hermanos" (principalmente argentinos) tem impulsionado a economia local. (Foto: Reprodução)
A invasão pacífica dos "hermanos" (principalmente argentinos) tem impulsionado a economia local. (Foto: Reprodução)

A pequena cidade de Pantano Grande, no Rio Grande do Sul, vive uma transformação em sua rotina neste início de 2026. Por ser um ponto estratégico de parada na rota entre a Argentina e as praias de Santa Catarina, o município está recebendo uma média de 2,5 mil estrangeiros por dia que pernoitam na região. Esse volume representa quase um quarto da população total da cidade.

Impacto Econômico e Social dos estrangeiros

A invasão pacífica dos “hermanos” (principalmente argentinos) tem impulsionado a economia local de forma inédita:

  • Consumo: Estima-se que cada turista deixe, em média, R$ 300,00 por dia na cidade, beneficiando diretamente restaurantes, postos de combustíveis e padarias.
  • Hospedagem: A demanda por leitos foi tão alta que 30 novos espaços de hospedagem foram abertos nos últimos dois anos. Proprietários locais chegam a alugar as próprias casas para dar conta do fluxo.
  • Perfil da Viagem: Além dos carros particulares, nota-se um aumento expressivo nas viagens de ônibus. Rotas de longa distância, como Córdoba (Argentina) a Florianópolis (SC), estão com passagens esgotadas até o mês de abril.

Hospitalidade Gaúcha

Para capitalizar sobre o movimento, a prefeitura de Pantano Grande e os empresários locais têm investido na recepção. O uso do “portunhol” tornou-se a língua oficial do comércio, e a administração municipal planeja eventos e shows de verão para tentar convencer o turista a estender a estadia por mais um dia, transformando o que era apenas uma parada técnica em uma experiência de lazer.