A parceria, assinada no Rio de Janeiro, conta com o suporte estratégico do BNDES e foca na criação de equipamentos. (Foto: suboficial Roberto Sousa / Agência Marinha de Notícias)
A parceria, assinada no Rio de Janeiro, conta com o suporte estratégico do BNDES e foca na criação de equipamentos. (Foto: suboficial Roberto Sousa / Agência Marinha de Notícias)

A Marinha do Brasil e a fabricante de armas gaúcha Taurus oficializaram, nesta semana, um Protocolo de Intenções para o desenvolvimento conjunto de armamentos de última geração. A parceria, assinada no Rio de Janeiro, conta com o suporte estratégico do BNDES e foca na criação de equipamentos específicos para o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN).

Foco em Inovação e Drones

O acordo prevê o estudo e a viabilidade de:

  • Sistemas de armas leves e coletivas: Incluindo metralhadoras nos calibres 5.56 mm, 7.62 mm e .50;
  • Drones armados: Projetados especificamente para os ambientes de operação da Marinha (anfíbios e litorâneos).

O Papel de Cada Instituição

  • Fuzileiros Navais: Atuarão na linha de frente, definindo os requisitos técnicos baseados na realidade de combate e realizando testes práticos para homologar os materiais.
  • Taurus: Será o braço tecnológico e industrial, mobilizando engenheiros para criar soluções inovadoras e disponibilizando laboratórios para testes de qualidade.
  • BNDES: O banco sinalizou apoio financeiro para projetos que garantam maior conteúdo local e avanços tecnológicos na Defesa. O presidente da instituição, Aloizio Mercadante, destacou a importância de resgatar a indústria nacional de defesa com tropas de elite.

Soberania Nacional

Para o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, o passo é decisivo para a empresa ingressar com força no mercado de armamento militar pesado. Já o Comandante-Geral do CFN, Almirante Carlos Chagas Vianna Braga, reforçou que o objetivo é garantir que o fuzileiro tenha em mãos o armamento mais confiável do mundo, desenvolvido sob medida para as necessidades brasileiras.

O protocolo tem vigência inicial de dois anos e as atividades ocorrerão em regime de cooperação, sem transferência direta de recursos neste primeiro momento.