Foto: Arquivo Leouve
Foto: Arquivo Leouve

A indústria de transformação do Rio Grande do Sul encerrou 2025 em crescimento, mesmo diante de um cenário internacional mais desafiador. De acordo com boletim divulgado pelo governo do Estado, o setor registrou alta de 1,4% no volume de vendas em relação a 2024, considerando a quantidade de produtos comercializados.

Os dados constam no Boletim do Volume de Vendas da Indústria de Transformação do RS, elaborado pela Receita Estadual, com base nas informações fiscais do ICMS. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelas vendas para o exterior, que cresceram 2,3%, e pelo mercado interno, com avanço de 2,2%. As comercializações para outros Estados também aumentaram, ainda que de forma mais modesta, com elevação de 0,4%.

Setores que puxaram o crescimento

Entre os ramos industriais, o maior crescimento percentual foi observado na indústria farmoquímica e farmacêutica, com alta expressiva de 23,6% em 2025. Em seguida, aparece o segmento de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que avançou 10% no período. Apesar do forte desempenho, esses setores têm menor peso no total das vendas e, por isso, impacto reduzido no resultado geral.

Já os segmentos com maior participação no volume total comercializado também apresentaram desempenho positivo. A indústria de produtos alimentícios, responsável por quase um quarto das vendas do setor, cresceu 4,3%, enquanto máquinas e equipamentos registraram alta de 8,7%, contribuindo de forma significativa para o resultado agregado da indústria gaúcha.

Exportações sentiram impacto no segundo semestre

O boletim aponta ainda que o volume de exportações do Rio Grande do Sul passou a cair no segundo semestre de 2025, movimento associado às sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a diversos produtos brasileiros, especialmente nos meses de agosto e setembro. Houve leve recuperação posteriormente, após o recuo norte-americano nas tarifas, mas insuficiente para reverter a tendência de queda no período final do ano.

A maior retração nas vendas externas ocorreu no segmento de outros equipamentos de transporte, com queda de 98,7%. Também apresentaram recuos relevantes os setores de produtos de madeira (-20,6%) e farmosquímicos e farmacêuticos (-18,3%).

Por outro lado, alguns ramos se destacaram positivamente no comércio exterior. As exportações de máquinas, aparelhos e materiais elétricos cresceram 52,7%, seguidas pelos produtos têxteis (45,3%) e por coque e derivados do petróleo e biocombustíveis, que avançaram 31,4%.