Foto: Divulgação/AHBG
Foto: Divulgação/AHBG

Você já ouvir falar da Hemeroteca? Apesar da palavra ser pouco popular, é uma das principais fontes de informação para pesquisadores presente no Arquivo Público e na Biblioteca Pública Castro Alves de Bento Gonçalves. Sua etimologia vem do grego antigo onde heméra é traduzida como dia e teca, como coleção. Ou seja, a coleção dos dias. Hemeroteca, portanto, é um setor das bibliotecas onde se encontram coleções de periódicos como jornais, revistas e outras obras editadas em série.

Na Hemeroteca que pertence ao Arquivo Público de Bento Gonçalves estão preservadas as coleções dos Dados Estatísticos do Rio Grande do Sul; Dados Estatísticos e de Memória de Bento Gonçalves e/ou região, onde estão publicações da Hierarquia socioeconômica de 1972 a 2007; Publicações locais relativas a vitivinicultura, como as revistas Bacco e Revista do Vinho; outras publicações locais como a Revista Serrana e a Revista Laconicus; algumas publicações institucionais ou de governo; além da parte principal e mais volumosa, que são os jornais locais. Todos estão disponíveis para pesquisa.

“Em dados quantitativos cabe destacar que as coleções estão organizadas em conjuntos e não em itens individuais. Por exemplo, um conjunto contém inúmeras edições de um periódico, organizados em ordem cronológica. Assim, temos em nossa hemeroteca 329 conjuntos, dos quais 45% estão digitalizados. Apenas de jornais, são 253 conjuntos que abarcam 8.890 edições”, destaca o coordenador da instituição, Vagner Boni.

Dos 329 conjuntos, 45% estão digitalizados. Neste aspecto, a digitalização, prioriza os itens mais antigos, chegando, com os jornais, até o ano de 2001 já digitalizados no momento. Ao longo do tempo, os jornais se constituíram como ferramentas de conhecimento do passado, das histórias e da história. Nas suas páginas, mais do que simples registros factuais, estão o primado das transformações sociais, políticas, econômicas e culturais.

Imagem: Arquivo da Hemeroteca do AHBG/Divulgação

A biografia oficial de Bento Gonçalves também está no jornalismo local, e a coleção expressa sua importância para além do diário relevante dos periódicos. “Em conjunto com as fontes primárias do AHBG proporcionam um melhor entendimento dos fatos e seus desdobramentos, além de, muitas vezes, conter informações que as fontes primárias não nos proporcionam”, destaca Vagner.

A digitalização no formato PDF pesquisável está disponível para ser consultada nas dependências do Arquivo Histórico de Bento Gonçalves (AHBG), mediante agendamento, na Travessa Cuiabá, 66 Sala Térrea, no bairro Botafogo e atente para agendamentos de pesquisadores através do e-mail [email protected].