Procedimento oficial para investigar uma infestação de insetos que está tirando o sossego de moradores e veranistas. (Fotos: Capão Denúncias)
Procedimento oficial para investigar uma infestação de insetos que está tirando o sossego de moradores e veranistas. (Fotos: Capão Denúncias)

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) instaurou um procedimento oficial para investigar uma infestação de insetos que está tirando o sossego de moradores e veranistas nos bairros Guarani e Praia Zona Norte, em Capão da Canoa. A ação foi motivada por inúmeros relatos de moradores que apontam uma situação “persistente e incomum”, com prejuízos à saúde pública e à qualidade de vida.

Foco na Estação de Tratamento

A promotora de Justiça Marina Lameira apura se a proliferação está ligada a problemas na rede de esgoto. Para isso, o MP encaminhou requisições urgentes para:

  • Corsan: Deve esclarecer se há falhas operacionais na estação de tratamento de esgoto da região que possam estar contribuindo para o aumento dos insetos.
  • Vigilância Sanitária: Deve realizar vistoria técnica imediata e identificar as causas ambientais da infestação.

Prazos e Providências

O prazo para que as entidades apresentem um plano de contenção e cronograma de ações encerra-se oficialmente neste período de feriado. Caso as respostas não sejam satisfatórias ou os prazos sejam descumpridos, o MPRS poderá:

  1. Ajuizar uma ação judicial imediata;
  2. Instaurar um inquérito civil;
  3. Propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Impacto no Carnaval

A situação vem se agravando desde o início do verão e afeta diretamente o cotidiano de quem está na parte norte da cidade. Moradores relatam que a quantidade de insetos impede atividades simples ao ar livre e gera preocupação com doenças.