O promotor de Justiça de Farroupilha, Dr. Rodolfo Grezzana Correa, está deixando a promotoria do município para atuar em Caxias do Sul. A confirmação ocorreu durante a realização do Júri popular ocorrido nesta quarta-feira (2), no Fórum da cidade.
Natural de Porto Alegre, Correa, que tem 43 anos, chegou a Farroupilha em maio de 2023 e se despedirá, ao menos do trabalho em Farroupilha, na sexta-feira (4). No entanto, mesmo com a mudança profissional para o município vizinho, o promotor seguirá morando na cidade, junto da família.
Em entrevista ao Portal Leouve na manhã desta quinta-feira (3), Rodolfo explicou o motivo da mudança em sua carreira.
“A carreira do Ministério Público é separada em entrâncias. Na primeira são as comarcas menores, aqui em Farroupilha é entrância intermediária e Caxias entrância final, então o promotor pode, quando abre uma vaga em outra cidade e no meu caso que queria me promover para a (entrância) final, nos candidatamos. Nessa vaga de Caxias quem é mais antigo na carreira acaba ganhando e promove. É uma escolha com aspecto de mexer na carreira”, explicou sobre a mudança.
Casado e pai de três filhos, ele projeta passar longos anos em Farroupilha pela acolhida que teve, as amizades de criou e pelo encanto que sente pela cidade, com qual tem ligações desde a família.
“Eu tenho uma certa ligação com Farroupilha. Minha mãe é de Antônio Prado, ela e os irmãos vieram para Caxias e um dos irmãos dela veio para Farroupilha, então essa ligação vem por causa disso. Vim para cá como uma ideia minha de cidade que gostaria de trabalhar. Vim e estes dois anos foram excelentes, tanto no aspecto de trabalho quando em morada. Eu não vou embora, vou seguir sendo residente, munícipe com minha esposa e três filhos. A cidade é muito boa para viver, só vantagens. Só vou mudar de endereço de trabalho. Vou continuar aqui por bons anos, talvez pra sempre”, disse ele.
Durante sua atuação em Farroupilha, o promotor participou de mais de 20 júris, entre eles casos como o da idosa morta e violentada sexualmente em um brechó no Centro, um assassinato em frente a uma padaria também na área central e o feminicídio e tentativa de homicídio que foi julgado nesta quarta.
“Na questão criminal, dos júris eu avalio como muito positiva, sempre com uma resposta muito firme do corpo de jurados, sempre acolhendo as teses do Ministério Público e julgando exemplarmente os crimes contra a vida, que vão a Júri popular, então o trabalho nessa questão foi muito bem feito”, ressaltou ele.
Grezzana pontuou sobre o Júri realizado ontem, classificando como um “fechamento com chave de ouro”, com a pena de 41 anos, dois meses e 20 dias sendo, na visão dele bem aplicada. Entre outras atuações, o promotor citou trabalhos realizados na Vara da Família, consumidor, saúde pública, assistencial e direito ambiental, como ele detalhou.
“Na questão ambiental tivemos muita fiscalização realizada pela PATRAM, tivemos diversos termos de ajuste de conduta para ajudar a proteger o meio ambiente, sem impedir o trabalho de quem está na terra mas sim equilibrar, o que é fundamental”, afirmou ele.
Por fim, ele deixou uma mensagem ao povo farroupilhense, enaltecendo a participação do Ministério Público com atuações que visam desenvolver a sociedade como um todo.
“O Ministério Público está sempre de portas abertas, a gente costuma falar que o MP é o advogado da sociedade, os interesses da comunidade que pautam sempre a atuação do Ministério Público. Saibam que na Promotoria de Justiça de Farroupilha sempre tem um órgão atento nas mais diversas áreas para poder fazer com que a comunidade se desenvolva e seja um lugar mais bacana”, finalizou Rodolfo Grezzana Correa.
O substituto dele na promotoria ainda não foi definido, visto que o edital ainda está aberto.