Relatório recomenda áreas que devem permanecer interditadas em Galópolis e Vila Cristina, em Caxias do Sul

Avaliação classificou 47 residências que estão em áreas consideradas de risco. Os demais locais evacuados podem ser ocupados pelos moradores

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17:06 - 24/05/2024

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Relatório recomenda áreas que devem permanecer interditadas em Galópolis e Vila Cristina, em Caxias do Sul

Foto: Reprodução

O prefeito de Caxias do Sul, Adiló Didomenico, recebeu no final da manhã desta sexta-feira (24) o relatório técnico elaborado pela equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMA) em parceria com o Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ). O documento, que é integrado pelas Cartas de Risco Residual e Fichas de Campo recomenda as áreas que devem permanecer interditadas em Galópolis e na Vila São Pedro, no distrito de Vila Cristina, após o excesso de chuva e os deslizamentos registrados nas últimas semanas.

São 33 residências em Galópolis e 14 em Vila Cristina que estão em área considerada de risco residual, ou seja, esses imóveis deverão permanecer interditados enquanto não forem adotadas medidas de contenção e estabilização. Tais ações, aponta o levantamento, devem ser avaliadas e elaboradas por equipes de engenharia. O objetivo, a partir de agora, aponta o prefeito, é orientar as próximas decisões dos poderes públicos municipal e estadual quanto a intervenções e interdições das edificações em risco.

As demais áreas evacuadas como medida de prevenção, complementa o titular da SEMMA, Daniel Caravantes, podem ser ocupadas pelos moradores. Também estão fora da área de risco residual o cemitério de Galópolis e a Escola Estadual Ismael Chaves Barcelos. Os lotes interditados em Galópolis ficam nas ruas Leonardo Pistorello, Antônio Chaves, José Casa e José Comerlatto, além do Mirante Véu da Noiva e parte do Km 160 da BR-116. Em Vila Cristina a Vila São Pedro também segue interditada.

Conforme definição técnica, explica o diretor de Gestão Ambiental da SEMMA, geólogo Caio Torques, a carta de risco remanescente aponta as cicatrizes dos movimentos de massa identificados em campo e por imagens de drones e satélite, bem como os polígonos das áreas avaliadas in loco como risco remanescente pelas equipes técnicas. O risco remanescente, por definição, se relaciona ao possível avanço do processo de instabilidade deflagrado na encosta, considerando que este avanço pode se dar verticalmente e lateralmente, podendo alcançar não só as edificações diretamente atingidas como também outras residências em razão da possibilidade de evolução do processo nos próximos episódios pluviais.

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