
A Safra da Uva 2026 iniciou de forma mais lenta em Bento Gonçalves. O atraso varia entre 10 e 15 dias, conforme a localidade, reflexo das baixas temperaturas registradas em setembro. Mesmo assim, a análise inicial indica que a produção segue dentro do volume esperado e com qualidade considerada normal.
Os parreirais do município sofreram impactos pontuais com as fortes chuvas e ventos do fim de 2025. Cerca de 20 hectares foram atingidos, principalmente no distrito de Faria Lemos, além de registros em Tuiuty e no Vale dos Vinhedos. Apesar dos danos, o cenário geral da safra não foi comprometido.
Declarações e Operação Vindima
Segundo o chefe do escritório da Emater em Bento Gonçalves, Thompson Didoné, o município concentra uma das maiores áreas de vinhedos do Estado e já colhe variedades precoces.
“Estamos no início da safra, com uvas como Concord, Bordô, Niágara, Chardonnay e Tannat. Até o momento, a quantidade está dentro do previsto e a qualidade segue dentro da normalidade”, afirma.
Didoné ressalta que a safra não apresenta extremos.
“Não é uma safra excepcional, mas também não é ruim. A exceção é o Chardonnay, que entra com uma qualidade muito boa”, destaca.
Ele acrescenta que o atraso tende a estender o período de colheita ao longo das próximas semanas.
No apoio à vindima, a Secretaria Municipal de Agricultura mantém a Operação Vindima em andamento. O secretário Luis Carlos De Mari afirma que as equipes atuam desde novembro na recuperação e manutenção das estradas rurais, afetadas pelas chuvas do fim do ano.
“Tivemos danos significativos nas estradas e em propriedades rurais, com quedas de parreirais. As equipes seguem trabalhando para garantir o escoamento da produção”, diz.
Com a melhora das condições climáticas, os serviços avançaram nos quatro distritos do município, assegurando acesso às propriedades e mais tranquilidade aos produtores neste início de safra.