Queda de empregos no setor de serviços reflete impacto da tragédia climática de maio em Bento Gonçalves

Alojamentos e alimentação respondem por 74% do saldo negativo de 183 vagas para o mês no município

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08:55 - 08/07/2024

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Queda de empregos no setor de serviço reflete impacto da tragédia de maio em Bento Gonçalves

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os efeitos da tragédia climática em Bento Gonçalves foram refletidos na geração de empregos em maio. É o que demonstram os dados do Observatório da Economia, organizado pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviço de Bento Gonçalves (CIC-BG), especialmente no setor de serviços. Os setores de alojamentos e alimentação, que fazem parte do grupo de Serviços, respondem por 74% do saldo negativo de 183 vagas para o mês no município.

Mesmo que o setor de Serviços tenha sido o mais prejudicado – entre alojamentos, alimentação e educação, houve 132 demissões a mais do que admissões – o impacto das chuvas resultou em saldo negativo de vagas em todos os setores econômicos de Bento Gonçalves, exceto na construção. Neste item, o município é o segundo maior empregador do mês no Rio Grande do Sul, com um saldo positivo de 37 vagas em maio. No ano, a construção já acumula 185 postos de trabalho.

Esse dado reforça o acumulado positivo na geração de empregos em 2024, apesar da tragédia climática. O saldo de vagas nos primeiros cinco meses do ano em Bento Gonçalves chega a 1.261 admitidos a mais do que demitidos. Apesar de uma redução, também no acumulado, nos Serviços, Bento Gonçalves teve uma variação de 38,9% em relação ao mesmo período de 2023.

No país, a variação comparada com o último ano foi de 24,5%, e no Rio Grande do Sul, negativa, de 11,9%. Com estes números, Bento Gonçalves fechou o mês de maio como o 7º município gaúcho com o melhor saldo de vagas de empregos no ano. Duas posições a mais do que no mês anterior.

Na Serra, Bento Gonçalves teve saldo de vagas inferior, somente, a Caxias do Sul (5.871) e Vacaria (1.637). Ao final de maio, são 49,9 mil empregos formais em Bento Gonçalves, mantendo o alto volume de empregados observado desde o início deste ano, tendo chegado a 50 mil postos em abril, o maior volume desde o início da série, em dezembro de 2019. Em relação ao final de 2023, há um acréscimo de 2,6% de empregos formais em Bento.

“Ainda é necessário verificar por um período os impactos no município provocados pela tragédia climática, mas, mantendo o ritmo de crescimento desde agosto de 2021, a tendência é de Bento Gonçalves acumular novamente mais de 49,9 mil empregos em junho deste ano, um pouco acima do observado em maio”, avalia Fabiano Larentis, que organiza o levantamento do Oecon.

O maior déficit não foi suficiente, por exemplo, para reduzir o acumulado positivo de vagas de trabalho na indústria de Bento Gonçalves. Entre as indústrias de móveis, máquinas e equipamentos, borracha e plástico, em cinco meses de 2024, são acumuladas 488 vagas.

Em relação às MEIs, Bento Gonçalves chegou ao final de maio com um saldo positivo de 25 a mais do que no final do último ano. Nos últimos 12 meses, foram 455 novas MEIs registradas no município que, apesar da baixa neste índice em maio (3 MEIs a menos do que em abril), depois de três meses positivos, conta com 12.557 microempresas individuais.

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