
Pais e mães de Bento Gonçalves protestam contra o desligamento do pediatra Norberto Pisacco Foster e cobram explicações da Prefeitura. As famílias organizaram um abaixo-assinado, acionaram o Ministério Público e afirmam que a saída do médico gerou insegurança no atendimento às crianças, especialmente às que têm comorbidades.
O profissional atuava no Centro de Referência Materno Infantil e em outras unidades da rede municipal. Segundo relatos de pais, o desligamento ocorreu sem aviso prévio.
“Nosso pediatra foi demitido sem motivos. A empresa terceirizada nem sabia da decisão. Com a saída dele, outros médicos também pediram para sair”, afirmou a mãe de um paciente.
Reintegração do Médico e Atendimento às Crianças
Em petição encaminhada ao Ministério Público, os responsáveis pedem a reintegração do médico, que atendia desde abril de 2022 e foi desligado em 12 de janeiro de 2026. As famílias destacam a atuação do pediatra no atendimento a crianças com autismo, Síndrome de Down e outras comorbidades.
“Ele mudou a vida do meu filho. Com paciência e carinho, conquistou a confiança dele e nos orientou”, relatou outra mãe.
Pais afirmam que entregaram um abaixo-assinado com mais de 700 assinaturas e dizem não ter recebido retorno da Secretaria da Saúde. Também circulam relatos extraoficiais de que o desligamento teria ocorrido por suposta solicitação excessiva de exames, informação não confirmada oficialmente.
Posicionamento da Prefeitura de Bento Gonçalves
Em nota, a Prefeitura de Bento Gonçalves informou que o desligamento ocorreu no início de janeiro e negou qualquer prejuízo aos atendimentos. Segundo o município, “o desligamento de profissionais segue critérios exclusivamente técnicos e administrativos, avaliados pela Coordenação Médica da Secretaria”.
A administração municipal destacou ainda que, no modelo de terceirização, tanto o Município pode solicitar substituições por necessidade de ajustes técnicos ou operacionais, quanto os próprios médicos podem se desligar a qualquer momento. A Prefeitura afirma que nenhuma criança ficou desassistida e que a continuidade do cuidado foi garantida na rede municipal.
Acompanhamento do Caso pelo Simers
O caso é acompanhado pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), que informou que vai apurar a situação e a possível rotatividade de profissionais na rede para evitar desassistência à população.