Polícia Civil do RJ investiga influenciadores por golpe das falsas rifas

Justiça expediu 7 mandados de busca e apreensão contra 5 alvos. Um dos investigados possui 15 milhões de seguidores

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08:20 - 18/04/2024

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Foto: Polícia Civíl do RJ/Divulgação

A Delegacia do Consumidor (Decon) da Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta quarta-feira (17), uma operação tendo como alvos influenciadores digitais suspeitos dos crimes de estelionato e contra a economia popular, além de associação criminosa. Foram expedidos 7 mandados de busca e apreensão contra 5 suspeitos.

Entre os alvos da operação, estão Nathanael Cauã Almeida de Souza, o Chefin (13,5 milhões de seguidores); Luiz Guilherme de Souza, o Gui Polêmico (15 milhões de seguidores); e Samuel Bastos de Almeida, o Almeida do Grau (450 mil seguidores).

Segundo as investigações da polícia, os acusados utilizavam truques para manipular os sorteios e os resultados. Cm isso, garantiam lucros milionários para sustentar suas vidas luxuosas, através, entre outros, de veículos de luxo e mansões. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos alvos da investigação em bairros nobres do Rio de Janeiro, como Niterói, São Gonçalo e Magé, todos municípios da região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Civil, a ação tem como objetivo identificar outros integrantes do grupo criminoso e coletar provas de outros delitos, como lavagem de dinheiro. Os policiais aprenderam maços de dinheiro, relógios e joias.

O grupo é conhecido por ostentar vida de luxo nas redes sociais, oferecendo links para prêmios e sorteios. No Instagram, nesta quarta-feira (17), Almeida do Grau diz que “está tudo bem” e “já já vai prestar uma declaração”. Ele compartilhou ainda o endereço de um perfil que mostra sorteios de alguns bens e afirmou que “todos os nossos prêmios foram entregues”. Também é possível visualizar entre os comentários da postagem, seguidores reclamando que “compraram cotas que não aparecem”. “Eles nem respondem”, complementa outro usuário.

Em um dos vídeos de sorteio mais famosos, por exemplo, Gui Polêmico anuncia uma rifa de um automóvel BMW X1, avaliada em R$ 300 mil, po R$ 0,10. Para dar credibilidade aos sorteios, os influenciadores simulavam entregas de prêmios para “laranjas” e publicavam os vídeos em seus perfis nas redes sociais. Prêmios mais simples eram entregues aos ganhadores, para estimular a compra de bilhetes de rifas com valores mais elevados.

Fonte: Agência Brasil

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