Petrobras decide reativar fábrica de fertilizantes no Paraná

Previsão é que a operação seja reiniciada no segundo semestre de 2025

Publicado por
07:00 - 07/06/2024

Compartilhar:

Facebook Twitter Whatsapp

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil / CP

A Petrobras anunciou a reativação das operações da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), localizada no Paraná, em uma reunião realizada nesta quinta-feira. A fábrica, que está hibernada desde 2020, passará por procedimentos imediatos para reiniciar suas atividades. O plano inclui a recontratação dos antigos empregados, sujeita à homologação pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A previsão é que as operações sejam retomadas no segundo semestre de 2025.

Capacidade de Produção

A Ansa, situada ao lado da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), possui uma capacidade de produção anual significativa:

  • 720 mil toneladas de ureia
  • 475 mil toneladas de amônia
  • 450 mil m³ do agente redutor líquido automotivo (ARLA 32)

Contexto e Importância Estratégica

A reativação da Ansa está alinhada com a revisão das diretrizes estratégicas da Petrobras, aprovadas no ano passado, que reincorporam o investimento na produção de fertilizantes ao portfólio da companhia conforme o Plano Estratégico 2024 – 2028.

Condições e Acordos

A retomada das operações está condicionada a novas deliberações da Diretoria Executiva da Petrobras, que ocorrerão uma vez que os procedimentos operacionais e trabalhistas estejam definidos. Isso inclui os acordos trabalhistas e a realização das licitações e contratações necessárias.

Histórico da Paralisação

Motivos da Hibernação

A fábrica de fertilizantes foi hibernada em janeiro de 2020 devido a recorrentes prejuízos financeiros desde sua aquisição em 2013. Entre janeiro e setembro de 2019, a unidade registrou perdas de aproximadamente R$ 250 milhões, com previsões de um resultado negativo que poderia superar R$ 400 milhões em 2020. O custo elevado da matéria-prima (resíduo asfáltico) comparado ao valor dos produtos finais (amônia e ureia) foi um dos principais fatores que levaram à hibernação.

Impacto nas Operações e Trabalhadores

A hibernação resultou na demissão de 396 empregados. A Petrobras tentou vender a fábrica, mas sem sucesso, e decidiu manter a unidade hibernada, garantindo total segurança operacional e ambiental, além da integridade dos equipamentos.

Compartilhe nas suas redes

Facebook Twitter Whatsapp