Em ato em Copacabana, Bolsonaro reafirma sofrer perseguição e rechaça ‘minuta do golpe’

Ex-presidente admitiu invasões e depredações no 8 de janeiro, mas pediu anistia aos investigados afirmando que “alguns erraram”

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16:22 - 22/04/2024

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou do ato ocorrido neste domingo (21), em Copacabana, no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas acompanharam a manifestação. Entretanto, a Secretaria Estadual de Segurança Pública não fez estimativa de público.

No discurso de pouco mais de 30 minutos, Bolsonaro elogiou o dono da Tesla e da rede social X (antigo Twitter), Elon Musk, definindo o bilionário como “um homem que teve a coragem de mostrar para onde a nossa democracia estava indo”. A declaração se refere ao Twitter Files, uma troca de e-mails com veracidade não-confirmada, na qual funcionários da plataforma relatam sofrer pressão de autoridades brasileiras para acessar dados sigilosos.

O ex-presidente não citou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, contudo, lembrou da facada sofrida na campanha de 2018, afirmando ter sofrido perseguição desde então. Segundo ele, a consequência foram ações da oposição contra a liberdade de expressão. O ex-presidente também se defendeu do suposto envolvimento na elaboração da chamada “minuta do golpe”.

“Nunca jogamos fora das quatro linhas. Alguém já viu essa minuta de golpe? Quando se fala em estado de sítio, é uma proposta que o presidente, dentro de suas atribuições constitucionais, pode submeter ao parlamento brasileiro. O presidente não baixa decreto nenhum. Só baixa decreto depois que o parlamento der o sinal verde”, destacou.

Além disso, Bolsonaro voltou a defender anistia para envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

“Anistia é algo que sempre existiu na história do Brasil. Não queiram condenar um número absurdo de pessoas porque alguns erraram invadindo e depredando patrimônio, como se fossem terroristas ou golpistas”, afirmou.

Foto: Reprodução/Redes sociais

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