Eduardo Leite reforça pedido pela recomposição da receita e renegociação da dívida do RS

Em Brasília, governador do Estado participou de encontro com Lula e Alckmin, no palácio do Planalto; e parlamentares, na Câmara dos Deputados

Publicado por
09:13 - 04/07/2024

Compartilhar:

Facebook Twitter Whatsapp

Foto: Maurício Tonetto/Secom

O governador Eduardo Leite cumpriu, nesta quarta-feira (03), uma série de agendas em Brasília para reforçar, junto ao governo federal, demandas de interesse do Rio Grande do Sul. As principais pautas tratadas ao longo do dia foram a necessidade de recomposição das perdas de receitas do Estado e dos municípios, em razão das enchentes de abril e maio, e a renegociação da dívida do RS com a União.

No início da manhã, Leite esteve no plenário Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, participando de encontro com prefeitos e representantes de mais de 400 cidades gaúchas que foram à capital federal na Marcha pela Reconstrução dos Municípios do RS. O evento foi promovido pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

Leite destacou a urgência da regulamentação do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), com a amplitude necessária para permitir investimentos em todas as ações de restabelecimento e reconstrução. Leite também agradeceu os prefeitos pelo esforço conjunto para demonstrar à União que a recomposição das perdas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é essencial para retomar a normalidade.

“Viemos defender o que a nossa população merece. Se queremos que o recurso do Funrigs seja de fato para reconstrução do Estado, precisamos ter a recomposição das perdas para pagar as despesas ordinárias. Do contrário, vamos viver uma situação inusitada, de ter dinheiro para ações de reconstrução, mas não para pagar as despesas do final do mês”, explicou Leite, destacando que, apenas em relação a maio e junho, a perda de ICMS do Estado foi de R$ 1,8 bilhão.

Conselho da Federação

Eduardo Leite também participou da reunião do Conselho da Federação, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e do vice-presidente Geraldo Alckmin, além de ministros e governadores de outros Estados. No evento, realizado no Palácio do Planalto, ele reforçou a demanda pela recomposição de receitas e o pleito pela renegociação da dívida do Estado com a União.

“Embora estejamos com o pagamento da dívida suspenso no momento, esses valores vão para a conta específica do Funrigs, num total de R$ 11 bilhões, mas que só será atingido ao final de três anos. E o que não pagarmos agora seguirá pressionando o caixa do Estado no futuro. Por isso, precisamos encaminhar uma solução que avance no alívio fiscal que o Rio Grande do Sul necessita, enquanto sócio da União, para a prestação de serviços aos cidadãos”, afirmou o governador.

O Conselho da Federação assinou, no encontro, uma resolução que visa facilitar a tramitação do projeto de lei que ainda será apresentado por Pacheco, a fim de criar novas condições de renegociação dos débitos. No documento, foi incluída uma cláusula prevendo que a situação do Rio Grande do Sul, em razão da tragédia das enchentes, será tratado de forma específica.

Compartilhe nas suas redes

Facebook Twitter Whatsapp