Assaltantes de banco sitiam centro de Criciúma, fazem reféns e queimam veículos

Ação durou cerca de uma hora na madrugada desta terça-feira

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06:37 - 01/12/2020

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Foto: NSC Total / Divulgação

​Criciúma viveu uma madrugada de terror nesta terça-feira (1º). O Centro da cidade foi sitiado por assaltantes de bancos que explodiram agências e caixas eletrônicos. Eles usaram reféns como escudo, provocaram incêndios e atiraram várias vezes.

O túnel do Morro do Formigão, na BR-101, em Tubarão, foi interditado com o uso de um caminhão incendiado para evitar que reforços policiais chegassem à cidade. Segundo relatos de moradores, os bandidos atearam fogo em outro caminhão em frente a um batalhão da Polícia Militar.

A ação durou cerca de uma hora. Um policial militar e um vigilante ficaram feridos. O agente atingido no abdômen passou por cirurgia no Hospital da Unimed. O quadro dele é estável.

Nesta manhã, o esquadrão antibombas atua para desarmar supostos explosivos amarrados em postes perto da agência.

No mínimo 30 pessoas fortemente armadas e com capacetes e coletes participaram da ação. Por volta das 2h30min, cenário era de cápsulas de fuzil caídas no chão, dinheiro espalhado e moradores recolhendo cédulas. 

— Foram três ou quatro agências atacadas, quebraram vidros, saquearam lojas, colocaram a cidade em pânico. Em poucos minutos a cidade toda acordou — descreveu o prefeito Clésio Salvaro, em entrevista.

Os primeiros relatos de tiros no centro da cidade aconteceram por volta da meia-noite. Imagens em redes sociais mostraram reféns usados como escudos em dois locais Segundo o prefeito, eram funcionários do município que pintavam faixas de trânsito. Nenhum foi ferido.

Os suspeitos abandonaram pelo menos um malote de dinheiro com cerca de R$ 300 mil. Eles teriam fugido em vários carros em direção ao Sul do Estado. Por volta das 2h30min, peritos estavam nas ruas para analisar a supostos materiais explosivos deixados pelos assaltantes. Quatro pessoas foram levadas para a delegacia por estarem tentando furtar dinheiro espalhado na rua. Elas não teriam participação no ataque.

A prefeitura de Criciúma precisou pedir reforço a batalhões de municípios vizinhos e também para cidades do Rio Grande do Sul. Os agentes fazem buscas e bloqueios pela região.

Fonte: NSC Total

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