
No Viva com Saúde de hoje vamos falar sobre o consumo de ômega-3 e suas recomendações.
Você já deve ter ouvido falar sobre a importância do ômega-3 para a saúde. No entanto, apesar do amplo conhecimento sobre o papel desses ácidos graxos no organismo, a maioria da população ainda os ingere em quantidades muito abaixo das recomendações internacionais.
Uma revisão de 42 estudos reuniu evidências técnicas e científicas que embasam guias alimentares de dezenas de países e identificou que boa parte das pessoas dá pouco espaço no prato a alimentos ricos em ômega-3 ou a fontes que sirvam de base para sua produção pelo organismo.
Esses dados revelam que a maioria come pouco ou quase nenhum peixe gorduroso na semana. A estimativa é de que três em cada quatro pessoas no mundo não atingem os valores recomendados de 250 mg ao dia, em média. Na prática, essa quantidade equivale a consumir um peixe rico em ômega-3, como sardinha e atum, duas a três vezes por semana.
O foco do estudo recaiu sobre três tipos de ômega-3: EPA, DPA e DHA. Esses compostos estão associados a benefícios em diferentes fases da vida, mas todos têm origem semelhante na dieta: peixes marinhos gordurosos e alguns vegetais, especialmente as algas.
Apesar das metas em quase todos os guias alimentares analisados, apenas cerca de 25% da população consegue alcançá-las. A ingestão insuficiente desses ácidos graxos não costuma provocar sintomas imediatos, mas seus efeitos tendem a se manifestar de forma silenciosa ao longo do tempo, o risco de problemas cardiovasculares e pode impactar a saúde cerebral e ocular ao longo dos anos.
No contexto oncológico, pesquisas também observam uma possível associação entre o consumo de ômega-3 e a redução da perda de peso e de massa muscular durante o tratamento contra o câncer, embora o tema ainda exija mais estudos.
Para aumentar os níveis de ômega-3, a rotina alimentar deve incluir preparações com chia, nozes ou linhaça, que podem ser adicionadas a iogurtes, pães e outras receitas, além de saladas com folhas verdes e óleo de canola. Inclua no cardápio semanal ao menos duas porções de peixes como sardinha, cavala, salmão, atum fresco ou anchova. A baixa presença de pescados gordurosos na dieta também está relacionada a hábitos culturais e dificuldades regionais de acesso.