Pets vivem bem sem uma pata?

As principais alterações que resultam em amputação de membro em pequenos animais são: tumores ósseos, trauma extenso sem ser possível…

Colunista
Blog dedicado ao mundo dos pets com artigos produzidos pela classe veterinária e especialistas. Os textos têm como objetivo ajudar tutores com o dia a dia dos seus melhores amigos.
11:24 - 18/02/2022

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As principais alterações que resultam em amputação de membro em pequenos animais são: tumores ósseos, trauma extenso sem ser possível cirurgia para mantê-lo e infecção grave. Veterinários cirurgiões sempre se esforçam para manter o membro quando é possível. Por exemplo, em tumores extensos de tecidos moles, se usa técnicas de cirurgias reconstrutivas para fechar o defeito após a retirada de tumor. Quando há fraturas múltiplas, os ortopedistas também usam diversos recursos e equipamentos para reconstituir o osso afetado.

Porém, há casos em que a solução do problema do bichinho realmente será a retirada por completo do membro afetado. Quando veterinários indicam a amputação, geralmente os tutores se perguntam se o pet viverá bem sem aquele membro, se terá qualidade de vida. E a resposta é: sim! Os cães e gatos, por serem quadrúpedes, toleram muito bem viver com 3 patas. Logo após a cicatrização da ferida cirúrgica já levam uma vida normal. Conseguem andar, brincar e até correr. Às vezes, quem demora mais a se adaptar a ter um animal amputado são os próprios seres humanos. Claro, cada caso é um caso, se o animal é obeso ou tiver alguma predisposição a problemas articulares, os outros membros podem ficar um pouco sobrecarregados e necessitar de atenção especial como fisioterapia, suplementação nutricional e eventualmente alguma medicação, mas de maneira geral, cães e gatos vivem muito bem sem um membro, seja membro anterior ou posterior.

Olhem o exemplo da Tina. Ela foi atropelada e teve todos os ligamentos do seu ombro direito rompidos, fazendo com que perdesse todos os movimentos da pata dianteira direita. Verificou-se então a necessidade de amputação do membro. Alguns dias depois ela foi adotada e hoje ela vive normalmente com 3 patinhas.

 

Med. Vet. M.a Larissa Dariva

Graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – 2015
Residência em Cirurgia de Pequenos Animais, UFRGS – 2018
Mestrado em Ciências Veterinárias – ênfase em Videocirurgia, UFRGS – 2020
Sócia do Colégio Brasileiro de Endoscopia e Videocirurgia Veterinária (CBEVV)
Atualmente é cirurgiã na Clínica de Pequenos Animais da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e cirurgiã volante em Caxias do Sul e região.

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