Os pets também sofrem com o calor, saiba mais

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Colunista
Blog dedicado ao mundo dos pets com artigos produzidos pela classe veterinária e especialistas. Os textos têm como objetivo ajudar tutores com o dia a dia dos seus melhores amigos.
15:41 - 13/10/2021

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Foto: AnimalWised

Chegamos em um momento do ano que os dias começam a apresentar temperaturas mais elevadas e alta incidência solar. Que cuidados devemos ter com nossos pets para que não corram risco de hipertermia e desidratação?

1. Água fresca sempre disponível
É de extrema importância o animal ter acesso a uma fonte de água potável, fresca e limpa, pois o principal meio de regulação da temperatura corporal dele é a ofegação e através dela há muita perda de líquidos corporais também. Nesses dias mais quentes podemos optar por fontes ou mais de um pote de água no ambiente que ele vive.

2. Abrigo na sombra
Se o seu animal fica restrito a um único ambiente em algum momento do dia, é muito importante que nele tenha um local fresco e protegido da luz do sol direta, sejam árvores, toldos, alpendres ou coberturas. Lembrando que nesse mesmo ambiente deve haver corrente de ar circulante. Cuidado com casinhas expostas ao sol! Elas podem ficar muito abafadas!

3. Horário do passeio
Passeios ao ar livre são sempre recomendados, tanto pela atividade física quanto pela socialização com outros animais e humanos. Entretanto, quando as temperaturas do dia começam a aumentar, devemos tomar cuidado de quando realizar esse passeio. Horários em que a incidência solar ainda não é alta, como pela manhã até às 10h e ao final da tarde, a partir das 18h, quando o chão já não está mais tão quente, são os recomendados para passeios longos. Caso o seu cachorro necessite sair entre esses horários, devido a necessidades fisiológicas (xixi e cocô), faça passeios curtos, objetivos e em locais com sombra. Lembre-se que o chão pode queimar as patinhas dos nossos bichinhos, por isso fique atento! E logo após o passeio, ofereça água fresca.

4. Animais braquicefálicos
Animais denominados de braquicefálicos são aqueles que possuem o fucinho mais curto, como as raças Pug, Buldogue, Shih-tzu e Pequinês, no caso dos cães, e Persa, Himalaia e Exótico, no caso dos gatos. Essas raças têm maior dificuldade em regular sua temperatura corporal, exatamente por conta da sua conformação respiratória. Devemos ter cuidado redobrado com o calor! Muitas vezes ventiladores, ar condicionado, tapetinho gelado, água gelada, etc, são necessários para que não sofram problemas cardiorespiratórios graves com o calor excessivo.

5. Carro
Nunca devemos deixar nossos pets sozinhos dentro do carro, mas principalmente em dias quentes, essa atitude pode ser fatal! Mesmo com as janelas abertas ou com o ar condicionado ligado. Estudos mostram ( https://pediatrics.aappublications.org/content/116/1/e109.full ) que mesmo com a janela aberta a temperatura interna do carro pode aumentar 5 graus a cada 15min. O ar condicionado com o carro parado pode liberar gases tóxicos nocivos ao seu pet ( https://m.timesofindia.com/city/chennai/Techie-found-dead-in-car-with-AC-on/articleshow/14108810.cms?referral=PM ) Cuidado!

6. Controle de parasitas
A época do ano com temperaturas mais elevadas e a escolhida pelas pulgas e carrapatos para sua reprodução, por isso é muito comum encontrá-los com frequência em pátios e jardins. Proteja seu pet com produtos específicos, sempre orientado pelo médico veterinário.

7. Cuidado com piscinas
Caso seu animal tenha acesso a uma piscina no ambiente que mora ou que vá passar alguns dias, cuidado! Por mais que os pets saibam nadar, nem sempre eles conseguem sair de dentro da piscina sozinhos, principalmente os de pequenos porte, e enquanto tentam, vão cansando e fadigando sua musculatura até chegar a um ponto de extremo cansaço no qual perdem as forças e acabam se afogando. Tenham grades de proteção ou mantenham seu pet em um ambiente sem acesso à piscina quando estiverem sozinhos.

8. Atenção aos sinais
Caso seu animal esteja muito ofegante, salivando, inapetente (sem fome), prostrado (quieto, se movimentando pouco), com as patas e orelhas muito quentes, atenção! Ele pode estar em sofrimento pelo calor! Leve-o a um ambiente ventilado a na sombra e ofereça água fresca, para que ele consiga reestabelecer sua temperatura corporal. Caso esses sinais sejam mais intensos, com dificuldade respiratória, alteração de frequência cardíaca, língua e mucosas roxas, vômitos, é recomendado levar o seu pet ao veterinário imediatamente, pois ele pode estar entrando em choque devido ao calor excessivo. Nesse percurso até o veterinário, resfrie o animal com compressas geladas, ou bolsa de gelo protegida com um pano, entre as patas da frente e de trás e na barriga.

O calor não é brincadeira! Cuide do seu pet!

Jéssica Mello de Mello
– Graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 2014
– Especializada em Fisioterapia de pequenos animais pela Fisio Care Pet de São Paulo em 2017
– Trainee na área da fisioterapia animal nos anos de 2017 e 2018
– Atuação autônoma e exclusiva com fisioterapia de 2019 até hoje

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