Exercício como tratamento não farmacológico para Hipertensão

A hipertensão arterial está relacionada com a força que a pressão do sangue faz contra as paredes das artérias para…

Colunista
Educadora Física. Licenciatura em Educação Física / Bacharel em Educação Física / Pós graduada em Fisiologia e Prescrição do Exercício Clínico e em Saúde da Mulher / CREF 027828-G/RS.
11:32 - 17/05/2021

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A hipertensão arterial está relacionada com a força que a pressão do sangue faz contra as paredes das artérias para conseguir circular pelo corpo. É uma síndrome multifatorial que, no Brasil, atinge de 22% a 44% da população adulta. Com isso, hoje, a “pressão alta”, cuja maior incidência ocorre em pessoas obesas, sedentárias e consumidoras em excesso de sal e álcool, é considerada um dos principais fatores de risco para a doença cardiovascular.

O exercício físico está associado aos tratamentos não medicamentosos utilizados para o paciente hipertenso, pois reduz a pressão arterial (PA) e os fatores de risco cardiovasculares, diminuindo assim, a morbimortalidade.

Os exercícios para pessoas hipertensas devem ser avaliados e prescritos em termos de intensidade, frequência, duração, modo e progressão. A escolha do tipo de atividade física também deverá ser orientada de acordo com as preferências individuais, respeitando as limitações impostas pela idade, como evitar o estresse ortopédico.

Estudos demonstram que minutos ou horas após à prática de exercícios ocorre uma redução aguda da PA (pressão arterial), intermédio do chamado efeito de hipotensão pós-exercício. Esta redução da PA possui elevada significância clínica, principalmente em pessoas hipertensas, pois pode acabar atuando como hipotensor não farmacológico. No entanto, outras variáveis podem influenciar a resposta hipotensora, como a intensidade, duração, tipo de exercício, estado clínico, faixa etária, etnia e condição física

Com base nos achados em estudos, é possível identificar que o exercício aeróbico é uma das ferramentas mais eficazes no tratamento da população de hipertensos idosos. A prática supervisionada, com frequência semanal de pelo menos três vezes por semana, e com intensidade moderada parece gerar mais benefícios do que os de alta intensidade, para tais reduções na PA. Em relação à combinação dos exercícios, podemos constatar que a utilização de um programa de treinamento baseado em exercícios aeróbios associados a exercícios de resistência (circuito com pesos), podem resultar em reduções significativas na pressão arterial média e na frequência cardíaca de repouso. Afirmando as recomendações da VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, está prática tende a ser mais benéfica do que realizar modalidades de forma isolada.

Para uma prática segura e satisfatória, é ideal conversar com seu médico e um personal trainer para otimizar os resultados perante a doença, estes poderão auxiliar nas modalidades escolhidas, no volume e na intensidade dos exercícios, elaborando a configuração do tratamento de forma segura.

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