Entenda como funcionam as cirurgias em pets

É comum que as pessoas se questionem como são realizados os procedimentos cirúrgicos em seus bichinhos e, quando explicamos algum…

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Blog dedicado ao mundo dos pets com artigos produzidos pela classe veterinária e especialistas. Os textos têm como objetivo ajudar tutores com o dia a dia dos seus melhores amigos.
10:59 - 21/01/2022

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É comum que as pessoas se questionem como são realizados os procedimentos cirúrgicos em seus bichinhos e, quando explicamos algum procedimento cirúrgico, vem uma lembrança de uma pessoa conhecida que passou por procedimento semelhante e aquele comentário: “Nossa, é igual a gente né!?” E a resposta é: sim, é igual aos humanos. Claro, em humanos há muito mais investimento, tecnologia e equipamentos disponíveis. Cirurgia robótica em medicina humana, por exemplo, já é uma realidade. Outro exemplo é a videocirurgia, que tem sido bastante utilizada em medicina veterinária, porém, ainda são poucas as cidades e centros cirúrgicos que possibilitam a realização desse tipo de procedimento enquanto na medicina humana a maioria das cirurgias são realizadas por vídeo.

Entretanto, os princípios básicos são exatamente os mesmos. Cirurgias em pets também são feitas em blocos cirúrgicos, com instrumentais e materiais esterilizados. Também precisam de um profissional anestesista que irá cuidar apenas da anestesia do bichinho e de um cirurgião que estará devidamente paramentado apenas realizando o procedimento cirúrgico.

Há variações de acordo com o tipo de procedimento que será realizado, mas, via de regra, inicialmente o anestesista avalia o paciente e aplica uma medicação pré anestésica intramuscular. Após alguns minutos, sob efeito da medicação, o paciente fica mais tranquilo e é realizado um acesso venoso. Depois, é feito uma medicação para induzir a anestesia e então o paciente é intubado. Também é realizado o preparo da região a ser operada com depilação dos pelos (tricotomia) e higiene do local.

Após o término do procedimento, o paciente para de receber fármacos anestésicos e é monitorado até acordar, quando então é extubado. Sempre se informe sobre o local e profissional que seu pet será operado, por mais simples que seja o procedimento, é necessário muito estudo e preparo dos profissionais envolvidos além de local apropriado.

 

Med. Vet. M.a Larissa Dariva

– Graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – 2015
– Residência em Cirurgia de Pequenos Animais, UFRGS – 2018
– Mestrado em Ciências Veterinárias – ênfase em Videocirurgia, UFRGS – 2020
– Sócia do Colégio Brasileiro de Endoscopia e Videocirurgia Veterinária (CBEVV)
– Atualmente é cirurgiã na Clínica de Pequenos Animais da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e cirurgiã volante em Caxias do Sul e região.

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