PDT define apoio a Fernando Haddad (PT) no segundo turno

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O PDT deve anuncia a senadora Kátia Abreu (TO) como candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes na disputa presidencial da eleição de 2018.

Três dias após a definição de que Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais, o PDT de Ciro Gomes definiu apoio ao candidato petista. Ciro fez 13,3 milhões de votos no primeiro turno e foi o mais votado no estado do Ceará.

No documento em que oficializou o apoio, o PDT afirma que defenderá a candidatura de Haddad para evitar riscos à democracia que Bolsonaro representa. Segundo Carlos Lupi, presidente da sigla, Ciro Gomes não vai subir no palanque de Haddad e os pedetistas não pretendem fazer parte de uma eventual gestão do partido. “Somos o partido dos cassados, dos oprimidos, dos exilados e dos mortos. É em nome desta memória que queremos alertar o povo brasileiro do risco que o Brasil corre elegendo essa personalidade que hoje engana o povo”, disse Lupi, em referência a Bolsonaro.

Outras siglas definem neutralidade

As cúpulas de Podemos, PPS, DEM, Solidariedade, PR e Rede anunciaram na quarta-feira a liberação dos militantes e lideranças para apoiar qualquer um dos dois candidatos.
Entre os grandes partidos, o MDB também deve liberar seus filiados para escolher a posição no segundo turno, conforme avaliou hoje o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

O PTB anunciou que apoiará Jair Bolsonaro, enquanto PSOL, PPL e PSB decidiram defender a candidatura do ex-prefeito de São Paulo e PP, Patriota, DC, PRB e PSDB anunciaram-se neutros na disputa presidencial do dia 28 de outubro.

A Executiva Nacional do PPS decidiu pela “neutralidade” porque os dois lados trazem a marca de uma “conflagração que alimenta radicalismos políticos que ameaçam o próprio processo democrático”. A opção de liberar os filiados foi a mesma tomada pelo Podemos. Apesar da definição nacional, o candidato derrotado do partido, Álvaro Dias, divulgou um vídeo ontem (10) afirmando que não existe hipótese de ele apoiar o PT.

Os partidos que compõem o bloco denominado Centrão também comunicaram a decisão de oficialmente liberar os correligionários. Nesta quarta-feira, DEM, Solidariedade e PR seguiram o mesmo caminho que a maioria das siglas adotou ontem, como PRB e PP. Para o presidente nacional do Democratas, ACM Neto, é preciso que o candidato vitorioso governe com os mais qualificados e encontre uma solução para os mais de 13 milhões de brasileiros desempregados.

*com informações da Agência Brasil

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