Operação Caementa cumpre busca e apreensão em Garibaldi

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Os crimes investigados na Operação são organização criminosa, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, apropriação indébita previdenciária, omissão de vigência de contrato de trabalho, crimes falimentares, fraude a licitações, extorsão e corrupção (Foto: PF/Divulgação)

Uma operação desencadeada pela Polícia Federal (PF) e denominada de Caementa, em várias cidades gaúchas na manhã desta quarta-feira (7), cumpriu na Serra Gaúcha, em Garibaldi, seis mandados de busca e apreensão, sendo em quatro residências e duas empresas. Um grupo empresarial com sede em Santa Maria e alguns funcionários são suspeitos de cometer crimes de lavagem de dinheiro, desvio de patrimônio, fraude em licitação, corrupção e organização criminosa.

De acordo com as investigações, eles seriam responsáveis por controlar 15 filiais, que atuam no segmento de produção de concreto, extração e comércio de areia e pedra, entre elas em Garibaldi. Uma projeção indicada que a empresa movimentaria cerca de R$ 1 milhão por dia.

Durante a Caementa, 37 mandados de busca e apreensão e oito de prisão foram cumpridos. Em Garibaldi, a polícia realizou busca e apreensão em quatro residências e em duas empresas onde foram recolhidos diversos documentos e aproximadamente R$ 170 mil.

O delegado Diogo Caneda, durante coletiva, confirmou que as prisões foram realizadas todas na sede da empresa, em Santa Maria. Sócios, a esposa de um deles, o contador e funcionários foram detidos. Ainda segundo Caneda, a Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias e de patrimônio como imóveis e veículos, dos oito investigados.

O delegado também afirmou que funcionários da prefeitura de Garibaldi, estão sendo investigados por participação no esquema criminoso, por corrupção e fraude em licitações. Além disso, policiais rodoviários federais e estaduais também são investigados por liberar veículos com carga acima do permitido, sem nota fiscal ou nota adulterada.

Prefeitura de Garibaldi emitiu nota oficial na manhã desta quinta-feira (8)

Nota oficial – Operação Polícia Federal

O Poder Executivo Municipal de Garibaldi, representado pelo Sr. Antônio Fachinelli, prefeito em exercício, reitera aos seus colaboradores e a comunidade Garibaldense, que a legalidade e o bom uso da máquina pública mantém-se de forma firme e sendo norte dessa Administração. Os fatos ocorridos na última quarta-feira, dia 7 de novembro, não se referem a qualquer procedimento ou ato produzido por esta Prefeitura. Aliás, todos os procedimentos seguem o que determina a lei, sem qualquer interferência de terceiros. Ademais, em momento algum a sede da Prefeitura Municipal sofreu ação da Polícia Federal, inclusive, caso for necessário, está à disposição para qualquer esclarecimento, ciente de que os atos praticados ocorrem dentro da legalidade. Colocamo-nos a disposição para imediata busca da verdade.

Posicionamento do prefeito em exercício em Garibaldi:

Fachinelli disse estar surpreso com a operação e com o possível envolvimento de funcionários da prefeitura no esquema (Foto: Valéria Loch/Divulgação)

O vice-prefeito de Garibaldi Antônio Fachinelli (MDB), que está no cargo de prefeito em exercício durante a viagem ao exterior do Prefeito António Cettolin (MDB), disse estar surpreso com a operação e com o possível envolvimento de funcionários da prefeitura no esquema de corrupção e fraude em licitação.

Fachinelli ressalta que a administração municipal quer apurar a apuração dos fatos e auxiliará no que for necessário para investigação.

“Estamos surpresos, mas ao mesmo tempo tranquilos. Não fizemos nada de errado. Os fatos não se referem a qualquer procedimento ou ato produzido pela prefeitura. Vamos auxiliar no que for necessário para o bom andamento das investigações”, afirmou.

Delegado Diogo Caneda fala sobre o esquema criminoso, ouça:

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