O calor tortura

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Sentir frio ou calor é algo inerente ao ser humano. Uns sentem mais, outros menos este desconforto. Aqui na serra do Rio Grande do Sul somos quase um milhão de pessoas precisando trabalhar sob o ar condicionado, pelo menos aqueles que tem esta sorte de ter ambiente climatizado. Dormimos com janelas abertas ou com o ventilador sobre o corpo quase nú. É um calor de 32/33°C e uma sensação térmica de 36. Sofremos pela falta de uma corrente de ar, por noites sufocantes e dias de sol escaldante.

Então – e isto não diminui nosso sofrimento – imaginemos os moradores da grande Porto Alegre, do Vale do Sinos, onde as temperaturas vão facilmente aos 39° C e a sensação térmica passa dos 43? É um calor abafado que entra pelos poros e cozinha a gente.

O calor prostra, tira a vontade, machuca, é desconfortável, torturante. Causa dores de cabeça, tonturas, desmaios e aquela sensação de exaustão. Nosso corpo suporta mas não fica imune, pois não está preparado para funcionar bem com temperaturas extremas. As dicas são mais banhos diários pra aliviar e ingerir mais água do que o normal, assim refrigeramos a máquina que sob pressão.

Um dia, dois ou três de calor a gente se vira, mas quando persiste por sete a dez dias, clamamos por chuva. Certamente esta sensação de alívio que um temporal traz depois de um dia muito quente é das que mais me dão alegria. Fico feliz ao ver nuvens carregadas se aproximando. É o refresco de quem suou muito. Claro que isto está ligado com sensações da infância na rua Caxambú, em Novo Hamburgo. A mãe nos permitia tomar banho de chuva – desde que não viessem raios com o temporal, lógico.

E lembro disso porque vejo amigos e parentes torcendo, orando por uma chuvinha no final do dia ou mesmo no início da manhã nestes dias tórridos. Então, neste início de ano o que podemos desejar de imediato é isto: uma boa e reconfortante chuva. Se possível, entre nela e se refestele.

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